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“Antes do Adeus (Before We Go)” de Chris Evans

Antes de prosseguirmos para outras (ant)estreias – que é como quem diz, Before We Go – uma breve paragem para refletir sobre a obra de estreia de Chris Evans atrás das câmaras.

O jovem ator de Boston, reconhecido mundial como Captain America – ou para os mais entradotes, como Johnny Storm, na versão do início do século de F4 – assume aqui um lado mais terno e emocional, num filme que, para o mal e para o bem, faz lembrar (em tudo) Before Sunrise. Em resumo, o que lhe falta em originalidade, ganha em qualidade.

Dois estranhos. Uma noite a vaguear pela cidade. Uma cumplicidade instantânea. Um presente complexo. Um futuro improvável. Manhattan em vez de Viena. Por mim, tudo bem!

São naturais e quase obrigatórias as comparações com a obra fundamental de Richard Linklater mas deixemos esse marco do cinema de parte, por alguns momentos, e concentremo-nos na “cidade que nunca dorme”.

Grand Central Station é o ponto de partida para Nick Vaughan (Evans) e Brooke Dalton (Alice Eve). Ela acabou de perder o último comboio na noite para Boston, ele acabou de arrumar o seu trompete e prepara-se para se aventurar na noite. O acaso acabará por os juntar ao longo de uma noite recheada de surpresas, descobertas e poucas promessas.
Brooke está decidida em salvar o presente, Nick em perceber o passado. A dada altura o futuro (em comum?) teima em passar a ser o tema de conversa.

À partida não seria um filme merecedor de chegar às nossas salas de cinema, especialmente 2 anos passados de ter estreado no Festival de Toronto. Felizmente, uma conjugação de acasos (em linha com o próprio enredo do filme) acabou por proporcionar-nos uma bela matinée cinematográfica.

Enredo simples, com um orçamento diminuto, o filme vive da química dos dois protagonistas e da diversidade autentica de uma cidade eletrizante e hipnotizante. Só dá mesmo vontade de lá voltar.
Cenário à parte, os diálogos e a cadência do argumento vão conduzindo o filme (e a nossa atenção) a bom porto. Há uma saudável harmonia entre os “elementos” e mesmo que seja demasiado inverosímil para poder ser real, estamos no cinema… e cá, TUDO é possível!

Mesmo correndo o risco de ser acusado de plágio, Chris Evans não deixa de concretizar uma obra plena de sentido e sentimento. Será cedo para se perceber se há por ali talento para uma carreira como cineasta mas quanto ao seu papel no cinema mais ligeiro, esse parece mais do que garantido.
O mesmo para Alice Eve, ainda que a atriz britânica tarde em firmar créditos. Depois do sucesso de She’s Out of My League marcou presença em Into Darkness (acabando depois por ser descarta por Simon Pegg no argumento de Beyond) e pouco mais.

Sim, é um filme pipoca, doces, naturalmente!

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