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“Doutor Estranho (Doctor Strange)” de Scott Derrickson


Se com Guardians of the Galaxy o MCU expandiu-se em definitivo para lá do humanamente possível, a partir de Doctor Strange não haverá ponto de regresso!

Com os nomes principais a entrar no apógeu e sobretudo focados nos filmes em conjunto, i.e. The Avengers, a Marvel tem apostado, de foma coerente, no alargamento do seu elenco de super-heróis. Depois de Guardians of the Galaxy e Ant-Man, (em breve teremos Black Panther e Captain Marvel, entre outros) chega agora a vez de Doctor Strange chegar aos cinemas.

O talentoso ator inglês, Benedict Cumberbatch dá vida ao famoso cirurgião transformado feiticeiro, naquilo que se pode denominar, (de forma preguiçosa) numa versão para gente crescida de Harry Potter. Não estamos aqui a induzir qualquer relação ou muito menos cruzamento (isso caberá a Fantastic Beasts) entre os dois universos, apenas a destaquer o papel da fantasia e dos “feiticeiros” num impecável filme de entretenimento.

Grosso modo, Doctor Strange é o habitual filme da Marvel. Personagens cativantes, heróis relutantes e uma mistura competente de entretenimento, boa disposição, grandes efeitos especiais e muita aventura. A diferença está no acrescentar de uma quarta (quinta e sexta!!) dimensão, tornando o espaço, o tempo e a vida e a morte maleáveis.

O afamado e solitário neurocirurgião, Stephen Strange (Cumberbatch), vê a sua vida destroçada quando um acidente de viação lhe retira a sua principal ferramenta de trabalho. Devastado e exausto, encontrará numa pequena povoação do Nepal alguém, The Ancient One (Tilda Swinton), disposto a ajudá-lo. Porém, o método não é exatamente o que Strange estaria preparado para aceitar. Um novo mundo se depara perante os seus olhos mas apenas perante a adversidade, o talentoso cirurgião se deixará abraçar pela sua nova realidade.
Agora mais do que recuperar o seu emprego e reputação, Strange terá a seu cargo o destino do nosso planeta!

Ainda que mais sisudo do que os anteriores filmes da Marvel, Doctor Strange não consegue permanecer alheado dessa vertente mais descontraída que vem distanciando as adaptações da Marvel às dos seus concorrente (nomeadamente a DC Comics). Strange pode ter poucas razões para sorrir mas quando entramos no mundo da magia e da fantasia é quase impossível não deixar de esboçar um sorriso ou uma piada mais suculenta.

E, paulatinamente, a Marvel continua a preparar o seu futuro, apresentando novas personagens – tão ou mais promissoras do que os mais ‘históricos’ – e garantindo um filão que tarde ou nunca(!) se esgotará! Haja competência para tal.

Última nota para a versão/sala 3D 4DX. Ao 3º filme (Independence Day: Resurgence e Ben Hur) foi definitivamente possível usufruir de (praticamente) todas as valências da sala. Para além das omnipresentes movimentações da cadeira, os restantes elementos fizeram-se verdadeiramente sentir, acrescentando outra “dimensão” a um filme de puro entretenimento. Well done!! Foi só mesmo pena, ser o único espetador na sala…

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