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“Vaiana (Moana)” de Ron Clements e John Musker


A alteração do título do filme (e do nome da heroína) em território europeu até nem foi assunto que me tenha incomodado por aí além – especialmente depois de ler algumas das razões que a motivaram – já quanto às dobragens, não posso dizer o mesmo.

Quem lê as nossas críticas sabe que há muito a nossa aversão para com grande parte das dobragens. Mesmo que, nos últimos anos, a qualidade das mesmas tenha vindo a subir gradualmente, é sempre incomparável a sensação de assistir a um filme falado na sua língua original, seja ela o inglês, o francês, o espanhol ou o japonês.

E se aos poucos a diferença tem-se vindo a esbater, desta vez o resultado está bem longe do desejável. Nem é tanto qualquer peca de qualidade nas vozes nacionais mas quando temos, no original, uma figura/voz como Dwayne Johnson e da jovem havaiana Auli’i Cravalho, é quase impossível replicar o seu impacto.

No caso do semi-deus Maui não há mesmo nada a fazer. A personagem encaixa que nem uma luva na figura do ex-wrestler, que lhe transmite uma mistura de força e malandragem que não se encontra facilmente. Já a jovem Moana, mesmo não sendo interpretada pela uma jovem Auli’i, ajuda (e de que maneira, para a história) as suas origens do pacífico.

Mas deixemos o áudio, por uns momento, para nos focarmos no visual.
Fantásticas personagens, com especial destaque, obviamente, para a dupla de protagonistas. Paisagens deslumbrantes que nos transportam para as paradisíacas e longínquas ilhas do pacífico… e para um tempo em que a simplicidade e a ingenuidade eram virtude inestimáveis.

Não fosse a estranha insistência em “filmar” à noite e estaríamos perante um dos mais coloridos e estimulantes filmes da Disney. Com uma invejável paleta de cores disponível, Moana tinha tudo para ser (visualmente) alegre, divertido e adorável.

Finalmente o enredo. Aqui só elogios. Uma história cativante, surpreendente e com uma bela mensagem quer a nível humano, quer a nível social/cultural. Aventura, honra, coragem, diversão, tudo compilado para construir um agradável entretenimento para toda a família.

Moana é uma jovem destinada a ser a líder do seu povo. Descendente da família que lidera os destinos da população que habita uma deslumbrante ilha do pacífico sul, a sua irreverência não consegue deixar de questionar a aparente contradição do seu povo, e em especial do seu pai, que insiste em não aventurar-se para lá da barreira de recife que circunda a ilha.
Porém, atraída pelas histórias contadas pela sua avó e perante os problemas que começam a surgir na sua povoação, a jovem não olhará a meios para (re)encontrar o semi-deus Maui e devolver aos seus e à natureza uma nova esperança.
Mas, para lá do recife, tudo é novo e… imprevisível!

Em suma, um belo ponto de partida, para um filme que, infelizmente, não conseguem tirar partido de todos os seus atributos.

Só por curiosidade, a banda-sonora é assinada por um dos nomes grandes da música atualmente nos EUA, Lin-Manuel Miranda. Fica a ideia que sim, que há ali material de qualidade, mas não temos como comprová-lo.

Cá fica um cheirinho… do que perdemos.

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