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“Rogue One: Uma História de Star Wars (Rogue One: A Star Wars Story)” de Gareth Edwards


Pode não ter Jedi’s, sabres de luz, a Força ou quaisquer descendentes da realeza mas Rogue One terá mais significado para a dinastia Star Wars do que propriamente o recente The Force Awakens. Mas deixemos das sempre complexas comparações.

Tal como prometido pelo realizador Gareth Edwards e demais produtores, Rogue One é um filme com princípio, meio e fim. Mesmo condicionado pela história que já conhecemos, o filme constrói uma narrativa nova, atrativa e cheia de esperança para o futuro do enredo que já conhecemos mas, sobretudo, para o futuro cinematográfico do universo Star Wars.

Seguindo a tendência quase generalizada do cinema de ação e entretenimento, voltamos a contar com uma protagonista no feminino. A diferença é que ao contrário de Daisy Ridley, Felicity Jones não é propriamente uma desconhecida. Depois da nomeação por The Theory of Everything, a jovem atriz inglesa não tem parado. Só no último par de meses podemos vê-la em Inferno, A Monster Calls e agora no papel de Jyn Erso. Diversidade, talento e dois dedos de testa irão garantir-lhe, seguramente, uma carreira de sucesso.

O restante elenco (de rebeldes) é completado por Diego Luna, Donnie Yen, Wen Jiang e Riz Ahmede… porque a diversidade (cultural) não é apenas uma “piada” dos Oscars. De qualquer forma, o grande trunfo do filme reside no trio de veteranos que ajudam a dar outra consistência às aventuras e desventuras deste grupo: Mads Mikkelsen, Forrester Whitaker e Ben Mendelsohn. Cada um no seu momento, os contributos são precisos e preciosos para a consistência de um filme com tão altas expetativas.

O enredo já é mais ou menos conhecido. Algures no primeiro Star Wars (ou melhor no Episódio IV – A New Hope) é mencionado que os planos da Estrela da Morte foram obtidos graças à coragem de um grupo de rebeldes que os tinha resgatado diretamente das mãos do Império. Ora bem Rogue One conta a história desse grupo. Como se formou, quem eram eles, como o fizeram.

Jyn Erso (Felicity Jones) é a relutante líder desse grupo. Resgatada pelos rebeldes de uma prisão Imperial, a jovem independente tem um passado que a liga precisamente à idealização da Estrela.
Com o objetivo de reencontrar o seu pai (Mikkelson), Jyn auxiliará um Capitão do exército rebelde (Luna) a descodificar uma mensagem de um desertor do Império que acabará por desencadear um ataque ao próprio Império…

Da competência de Gareth Edwards (Monsters, Godzilla), nem tão pouco dos restantes envolvidos no universo Star Wars já ninguém duvida. A mina de ouro adquirida pela Disney promete fazer sonhar milhões de fãs de todo o planeta ao longo dos próximos anos. Mas a importância de Rogue One vai muito para além da qualidade intrínseca do filme. Ao demonstrar o potencial, a atratividade e o entusiasmo do púbico por novas aventuras, está aberta a porta para a expansão do universo para lá das trilogias.

Como acrescento fica a plena sensação que as gerações vindouras têm agora um preâmbulo de excelência para iniciar a sua experiência Star Wars. Rogue One passa agora a ser o ponto de partida obrigatório para a saga Star Wars… com ou sem o opening crawl tão característico.

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