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“O Fundador (The Founder)” de John Lee Hancock

Michael Keaton está de regresso aos “bons velhos tempos”! O cinema e, em especial, os seus espetadores, agradecem.

Birdman marcou, em definitivo, o regresso do ator que deu corpo e alma a Batman/Bruce Wayne nos anos 90. Depois do premiadíssimo filme de Alejandro González Iñárritu, seguiu-se – no ano imediatamente seguinte – o premiadíssimo Spotlight. Em 2 anos consecutivos Keaton protagonizava a obra vencedora do Oscar® de Melhor Filme. Não sei se será caso único mas é, no mínimo, um feito ímpar… e exemplo irrepreensível do talento de um ator que se julgava “perdido”.

Chega, agora, The Founder e a suculenta história de Ray Kroc, o “fundador” da maior cadeia de fast-food do mundo. Pelo terceiro ano consecutivo, Keaton é responsável por um dos melhores desempenhos do ano. A diferença face aos demais estará, sobretudo, no seu impacto. Sem o apelo dos prémios e das nomeações, The Founder parece condenado a tornar-se “apenas” num filme de culto do home cinema.

Parece estranho mas é assim que segue o “tempo de antena” dos filmes dramáticos e/ou sérios, baseados em histórias verídicas. Ano após ano, filmes de elevada qualidade mas que não beneficiam da massiva campanha de marketing associado aos prémios dos melhores do ano, acabam quase no esquecimento… alguns deles nem às nossas salas de cinema chegam (como destacado recentemente no artigo direct-to-dvd).

Felizmente não foi o caso com a obra de John Lee Hancock. Seria uma pena que assim fosse. Mais do que o fantástico desempenho de Michael Keaton, fica uma história incrível de perseverança, visão e muita, mas muita, lata! Vamos ao detalhe, às loucuras, às falcatruas, à arrogância e à dedicação de um homem que construiu um império… a partir de uma ideia que não era sua.

Mas Hancock e Keaton, fazem-no com uma graça e elegância que a dada altura já nem sabemos quem é o lobo e quem é a ovelha. Duvido que Kroc fosse tão gracioso como aparenta (no filme) mas não duvido da sua determinação e arrojo. Quanto à História, é, de facto, formidável! Assim como a presença de Michael Keaton.

Anos 50. Ray Kroc (Keaton) ganha a vida a vender máquinas para fazer batidos. Foram vários os trabalhos e projetos que ele teve durante os últimos anos, alguns com melhor, outros com pior resultado. Mas quando Ray conhece os irmãos McDonald’s e o seu quiosque de vender hamburguers a sua história de vida mudará para sempre… assim como a de todos nós!
Replicando o conceito, Ray irá lentamente construir aquela que é hoje a maior cadeia de fast-food do Mundo. Mas, como em todas as histórias de sucesso, esta também tem os seus espinhos!!

Goste-se, ou não, da combinação hamburguers, batatas fritas e batido (ou cola), é impossível ficar indiferente ao fenómeno e, por maioria de razão, à história da sua origem. A forma como o quiosque de San Bernardino, CA se transformou no “modelo” daquilo que é hoje um Império à escala global, é verdadeiramente deliciosa.

Hancock já tinha dado mostras do seu talento para contar histórias verídicas com The Blind Side. E volta a fazê-lo. Naturalmente, o filme tem as suas divagações e simplificações face à realidade mas o ritmo, o tom e todo o espírito da história, conseguem, à falta de melhor expressão, manter-nos com “água na boca”, de início ao fim da História.

Um filme para ver no cinema, seguramente!

Já os hamburguers ficam à porta, ok?!?
Lá dentro só pipocas. Doces ou Salgadas, conforme o gosto.

  

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