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“Velocidade Furiosa 8 (The Fate of the Furious)” de F. Gary Gray

Cuba, Alemanha, Nova Iorque, Rússia (ou Islândia, se atendermos ao local de rodagem).
Quatro momentos fulcrais deste Velocidade Furiosa 8. Quatro cenas de ação monstruosas. O senão, é que o resto do filme é “mais paisagem” do que o habitual.

Restam poucas dúvidas que a alma da saga parece perdida, em favor da qualidade e espetacularidade das cenas de ação. A ausência de Brian (Paul Walker) é por demais evidente, assim como os conhecidos problemas na rodagem. Sem o elo de ligação – a Família – que levou 4 filmes a construir, o franchise apresenta-se com um futuro incerto, apesar do seu estrondoso sucesso.

Dwayne Johnson, Jason Statham, Scott Eastwood, Helen Mirren e, naturalmente, Charlize Theron parecem talhados para assumir o protagonismo que até há bem pouco tempo era inquestionavelmente partilhado por Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez e Jordana Brewster.

Não será por mero acaso que a melhor cena do filme é protagonizada por um arrependido Deckard (Jason Statham) e que, por exemplo, Dom (Diesel) passe grande parte do tempo em modo sonâmbulo – tal como a “sua” equipa – a lembrar o desempenho de Hawkeye (Jeremy Renner) no primeiro The Avengers.

Com a intriga a perder consistência e discernimento, destacam-se, ainda mais, as cenas de ação. O espírito James Bond, anos 90 – da era Pierce Brosnan – em que as cenas de ação era espetacularmente inverosímeis, parece estar para durar, com o escalar de magnitude, complexidade e futurismo de cada encenação. Os carros permanecem o elemento central do espetáculo mas com direito a bombas de quatro rodas, bolas de demolição, carros sem condutor e… submarinos(!!).

De lua-de-mel em Cuba, Dom é abordado pela enigmática e destemida Cipher (Theron). Coagido a colaborar com a perigosa hacker, Dom é obrigado a trair a própria Família, tornando-se, novamente, num fora-da-lei. Mais do que nunca a união e força da equipa que ajudou a criar será posta à prova, mesmo que para isso seja necessário recrutar alguns inimigos de longa data, Deckard (Statham) ou encontrar novos aliados.

Por entre alguns gigantescos atropelados narrativos, em que personagens improváveis surgem no local certo, à hora combinada, fica um dos mais espetaculares filmes de ação e entretenimento dos últimos tempos. Para aqueles que dão pouca importância à componente narrativa, The Fate of the Furious será um regalo para os olhos e demais sentidos. Em IMAX com os carros a voar perante os nossos olhos e com o ruído dos motores a ranger no nosso ouvido, a intensidade está, literalmente à flor da pele.
E, depois, ainda temos malta com o calibre e inspiração de Jason Statham, para alegrar o dia!

Por mais incrível que possa parecer – face ao seu incomparável sucesso à escala mundial – o franchise parece algo perdido em termos narrativos. Individualmente, os filmes continuarão a funcionar (NOTA: Como é do conhecimento generalizado, este The Fate of the Furious é o início da prometida trilogia final da saga) independentemente do maior ou menor protagonismo que cada um dos pesos pesados da saga mas, sem um fio condutor mais humano que aproxime as personagens do público, o futuro será bem mais imprevisível.

Independentemente de tudo, é entretenimento do bom e do recomendável. Pedal ao fundo ao longo de mais de 2h de filme e aquela sensação indescritível de diversão sem limites ou complexos.

A ver vamos o que o futuro (do franchise) nos reserva.

  

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