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Antevisão “The Mummy” de Alex Kurtzman

Que a Universal Pictures é responsável por alguns dos maiores sucessos de bilheteiras dos últimos anos – logo à cabeça com a saga Fast & Furious e a trilogia Fifty Shades of Grey – não é novidade para ninguém.

Porém, e apesar dos seus múltiplos sucessos, a produtora norte-americana não contava no seu portefólio com um Universo Cinematográfico que pudesse potenciar, sequelas, spin-offs, prequelas, remakes e demais variações, tal como dispõe a Warner Bros. da sua parceria com a DC Comics ou a Disney dos seus projetos com a Marvel e a marca Star Wars.

Estamos numa era em que um filme a cada 2 ou 3 anos não é suficiente para garantir a rentabilidade (milionária) de um franchise. Nos nossos dias, o “produto” ideal é um Universo Partilhada que permita, pelo menos, um filme a cada ano. Senão mais.

É isso que a Universal pretende fazer com os seus “Monstros”. The Mummy será apenas o princípio de um vasto rol de filmes monstruosos (em todos os sentidos da palavra), recuperando para a grande tela alguns dos mais reconhecidos e assustadores vilões do nosso imaginário coletivo. A Múmia, Dr Henry Jekyll, Van Helsing, Wolfman, Invisible Man, Frankenstein, entre outros. Desde que dê (muito!) dinheiro, naturalmente.

Mas, se queres construir um Universo Cinematográfico, nada melhor do que contratar uma das maiores estrelas de Hollywood. Um ator que atravessou décadas e que apesar dos seus percalços, sobretudo a nível pessoal, nunca deixou de… vender!! Tom Cruise é, assim, o cabeça-de-cartaz deste The Mummy – e, muito provavelmente, de todo o Universo Monstruoso da Universal.

Nick Morton é, para já, uma personagem altamente enigmática. Da informação disponibilizada e, sobretudo, dos trailers, é perceptível a sua relevância e preponderância para o desenrolar da história mas, em momento algum, é apresentado como um “Herói” de qualquer espécie. É seguro pensar que estará muito longe de ser aquilo que aparenta ser à primeira vista.
Já quanto à Princesa Ahmanet, interpretada pela atriz argelina, Sofia Boutella (que conhecemos de Star Trek Beyond e de Kingsman), não é difícil de adivinhar que estamos perante a Múmia em pessoa. Vilã de poderes apocalípticos, a princesa do antigo-Egipto ganhará vida 2.000 anos depois de ser enterrada viva e, como é fácil de entender, não estará muito inclinada a fazer amigos.
A compor o “ramalhete” temos ainda a atriz inglesa, Annabelle Wallis (que ainda esta semana chegará aos ecrãs português em King Arthur) e um dos mais conceituados atores australianos de sempre, o grande Russell Crowe, num papel que promete ter seguimento em futuras aventuras monstruosas.

Apesar de estar sepultada num túmulo algures nas profundezas do impiedoso deserto, uma ancestral princesa, cujo destino lhe foi injustamente roubado, é despertada no presente, trazendo com ela toda a malevolência acumulada ao longo dos milénios, e horrores que desafiam a compreensão humana. Desde as extensas areias do deserto do Médio Oriente até aos labirintos secretos no mundo subterrâneo de Londres, A Múmia traz uma intensidade surpreendente e equilíbrio entre surpresa e emoções, numa inovadora e imaginativa versão que nos conduz a um novo mundo de deuses e monstros.

Alex Kurtzman ganhou fama como argumentista de filmes tão mediáticos como Transformers, Star Trek, as sequelas de ambos ou Mission: Impossible III. Pelo meio teve, naturalmente, os seus percalços mas no cômputo geral a imagem deixada foi sempre bastante positiva. Em 2012, teve a sua estreia como realizador no modesto People Like Us mas, agora, é “a sério”. The Mummy não é “só” o reboot de um franchise de grande sucesso, o remake de uma das personagens mais profícuas da 7ª arte (os primeiros filmes datam do anos 40), o inicio de um amplo Universo Cinematográfico ou (mais) um filme protagonizado por Tom CruiseThe Mummy pode vir a ser o futuro de uma das mais relevantes produtoras/distribuidoras de cinema norte-americanas! O tiro de partida para um projeto megalómano com repercussões por toda a indústria. Só, isso.

Como argumentista, Christopher McQuarrie. O sucesso alcançado no final do século passado (vencedor de um Oscar® por The Usual Suspects, há mais de 20 anos) ficou praticamente em suspenso até encontrar Tom Cruise em Jack Reacher e, a partir daí, não mais parou. Seguiram-se dois episódios de M:I (o 2º a ser estreado no próximo ano) e a certeza de uma parceria profícua – ou não fosse McQuarrie o argumentista de outros filmes protagonizados pelo ‘jovem’ Thomas Cruise Mapother IV, como Edge of Tomorrow e este The Mummy.

Finalmente, como produtor, Chris Morgan. Juntamente com Kurtzman,  o argumentista da saga Fast & Furious – também ela propriedade da Universal Pictures – terá a seu cargo a orientação geral de todo o Universal Monsters shared Universe, garantindo a conjugação das diferentes peças (i.e. filmes) e a coerência e consistência deste projeto Monstruoso. Um pouco há imagem do que acontece com Zack Snyder e o Universo Cinematográfico da DC Comics. Coisa pouca.

Apetece dizer que a velha máxima “It’s so Good, to be Bad!” nunca esteve tão em voga!

A Múmia estreia, em Portugal, em IMAX 3D a 8 de Junho.

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