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Antevisão “Spider-Man: Homecoming” de Jon Watts

Será o 3º spider-man da minha geração.
Não me recordo de nenhum super-herói com tantas caras, nas últimas décadas. Tobey Maguire, Andrew Garfield e chega agora a vez de Tom Holland.

Guardo de Tobey e dos filmes de Sam Raimi as melhores recordações. Já do Amazing Andrew Garfield a opinião já é mais ambígua. Nada contra o rapaz mas era muito cedo para fazer algo demasiado semelhante. De Tom a certeza de um grande potencial e a curiosidade para confirmar se já estará na hora.

Verdade seja dita, o jovem que deu nas vistas em The Impossible, já teve oportunidade a vestir o fato no 3º filme de Captain American mas, agora, chega a vez de ganhar “asas” e aventurar-se a solo, ou quase.
Tal como deu para perceber em Civil War, Robert Downey, Jr. (e o seu Iron Man) funcionará como uma espécie de padrinho dentro do cada vez mais complexo MCU.

Dito isto estará obrigatoriamente garantido o habitual bom humor sarcástico que Downey Jr. emprestou à Marvel, algumas engenhocas com muita pinta e, pelas imagens, um tom mais juvenil ao enredo ou não tivesse este Peter Parker ainda a estudar no liceu.

Como antagonista, Michael Keaton. Não é que eu acredite muito em coincidências mas este The Vulture tem algo de Birdman nele (e outro tanto de morcego), pelo menos em termos visuais. Quem diria!
Já se sabe que um filme de super-heróis vale tanto quanto a qualidade do seu vilão. Pelo menos em termos de presença e talento estamos conversados!

Referência ainda para Marisa Tomei, no papel de tia May. Já deu para perceber que a sua função será bem mais descontraída do que a assumida pela personagem nas anteriores adaptações do Homem-Aranha à 7ª arte… e a sua cumplicidade com Tony Stark promete.

Claro que todas estas ligações à Marvel e ao seu Universo Cinematográfico podem ter os dias contados. O acordo entre a Sony e a Marvel garante, à partida, apenas 2 filmes a solo (para além das participações de Tom Holland em Infinite Wars) pelo que a curto prazo Tom e Marisa podem estar por sua conta… e risco.

Entusiasmado com a sua experiência com os Vingadores, Peter regressa a casa, onde vive com a tia May, sempre debaixo do olhar vigilante no seu novo mentor, Tony Stark. Peter procura reintegra-se na sua rotina diária, sempre focado no desejo de provar que não é apenas o super-herói simpático que vive nas redondezas, e, assim sendo, quando Vulture surge como o novo vilão, tudo o que é mais importante para Peter fica ameaçado…

A bela rampa de lançamento que se revelou Civil War garante, desde logo, as melhores expetativas quanto ao futuro desta parceria entre a Disney e a Sony. A integração do Homem-Aranha no Universo Cinematográfico da Marvel permite distanciar consideravelmente este reboot das versões anteriores,  o que per si já é um ponto a seu favor.

O grande ponto de interrogação parece ser mesmo Jon Watts. Um realizador praticamente desconhecido e inexperiente não será caso único – nem tão pouco razão para desconfiança – mas é um risco cada vez mais incomum em blockbusters desta dimensão. A ver vamos no que dá… porque o céu é o limite!

Numa tentativa de embarcar na tendência generalizada dos heróis da BD (adaptados à 7ª arte), a Sony tem já previsto para o próximo ano a estreia de Venon, com Tom Hardy como protagonista. Um dos mais conhecidos antagonistas do Homem-Aranha – que teve uma breve aparição em Spider-Man 3 – prepara-se para um filme a solo e, neste momento, todas as ligações a este Homecoming, por mais improváveis que sejam, parecem legítimas. Bem mas isso são contas de outro rosário, por assim dizer.

Homem-Aranha: Regresso a Casa estreia, em Portugal, a 6 de julho.

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