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“O Guarda-Costas e o Assassino (The Hitman’s Bodyguard)” de Patrick Hughes


Na prática um buddy cop film, com dois assassinos profissionais… que ganha bastantes pontos pela química dos seus protagonistas e, sobretudo, pelo carisma de ambos.

Ryan Reynolds atravessa o melhor momento da sua carreira – que perdurará, pelo menos, até à estreia de Deadpool 2, em fevereiro próximo. A imagem de gozão e justiceiro de Wade Wilson transfere-se para Michael Bryce, uma figura bem distinta daquela que o trailer faz crer, somando-lhe umas pitadas de lamechas e insegurança que Deadpool não lhe permitia.

E, Samuel L. Jackson. O veterano ator que está em todo o lado, a toda a hora – estreando 4 a 5 filmes por ano – é nitidamente uma daquelas figuras incontornáveis da atual indústria de cinema norte-americana. Independentemente do género (ou número), Jackson vive e diverte-se com cada filme que faz e mesmo naqueles registos mais titubeantes raramente se lhe pode apontar seja o que for. Muito menos neste suculento papel de Darius Kincaid.

Kincaid (Jackson) é um assassino profissional com centenas de mortes no seu currículo que, em troca de algumas regalias, aceita testemunhar contra um violento ditador (Gary Oldman) de uma ex-república soviética. Com a cabeça a prémio, restará a Darius “confiar” nas competências de Michael Bryce (Reynolds), (outrora) o melhor Guarda-Costas do mundo.
Claro está que com duas personalidades (e personagens) tão eletrizantes, o inesperado acabará por ser a normalidade!

Sem dúvida que o filme tem os seus momentos. Aliás já tínhamos induzido na própria antevisão que o espírito do filme parecia mais do que certeiro. E não estávamos enganados.

O senão é que para “encher” as quase 2h de filme, o enredo acaba por assumir algumas derivações pouco entusiasmante e com uma forte sensação de déjà vú. E, claro, alguns excessos de violência que destoam do espírito mais leve e divertido que parecia (e devia!) ser o principal enfoque do filme.

Em contrapartida temos Salma Hayek. A atriz de origem mexicana tem um reduzidíssimo tempo de antena mas é daqueles pedaços de argumento que justificam plenamente o comprometimento da atriz e o entusiasmo dos espetadores. E, pelo menos neste caso, a violência (gratuita) encaixa que nem uma luva.

Comédias mesmo que de ação para maiores de 16 anos pode parecer um contrassenso mas é algo que os tempos e as vontades vão consentindo… e, em certa medida, exigindo. Verdade seja dita, dentro do (sub-)género não se tem feito melhor nos últimos anos. Especialmente se excluirmos os filmes protagonizados por… Ryan Reynolds.

Valeu pelo espírito e pelo comprometimento de todos.

  

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