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“Tal Pai, Tal Mãe 2 (Papa ou Maman 2)” de Martin Bourboulon

Não é condição obrigatória mas ajuda, e de que maneira, ter aí por casa uns pirralhos e um conjugue para desfrutar plenamente desta sequela e, já agora, do original, Papa ou Maman.

Comédia francesa de relativo sucesso em 2015 mas com uma permissa cativante e uma química impecável entre os protagonistas, foi necessário esperar apenas 2 anos (menos tempo ainda em França) para que o casal e os 4(!!) filhos estivessem de volta para novas maluqueiras.

Apesar do enredo seguir mais ou menos a permissa do anterior, continua a divertir e a fazer rir como poucos. Mais cómico só mesmo quando introspetivamente nos colocamos na “pele” dos protagonistas e percebemos que somos TODOS iguais!

Encontrado um peculiar equilíbrio na sua relação, Vincent e Florence Leroy (Laurent Lafitte e Marina Foïs) estão agora divorciados e a partilhar a custódia dos filhos. Vivem “lado a lado” e cada um tem, naturalmente, os seus novos relacionamentos. Ou quase.
Porque quando Béné (Sara Giraudeau), a namorada de Vincent e Edouard (Jonathan Cohen), o milionário namorado de Flo, se juntam ao casal desavindo num elétrico jantar a 4, o tal equilíbrio “vai para as urtigas”!

Como seria minimamente expectável a intensidade das maluqueiras amplia-se, ao ponto de esticar os limites do bom sucesso mas, como um qualquer momento de ira ou birra, tudo volta à normalidade (deles), a tempo de mais uma boa gargalhada. A cumplicidade entre todos amplifica-se, assim como a naturalidade com que encaramos os seus dilemas e, sobretudo, as soluções.

O cinema francês continua a dar cartas, especialmente nos géneros mais ligeiros, concorrendo destacando-se em termos de qualidade do que vem do outro lado do continente. E quando começamos a reconhecer os seus protagonistas e a compreender a nossa maior proximidade aos seus costumes (europeus), não há como fugir ao seu apelo.

Pena, só mesmo a fraca adesão que o filme teve direito no nosso país. Continuo com dificuldade – mesmo encontrando razões algo emocionais para o explicar – para perceber o que leva o público nacional a preferir outros entretenimentos cinematográficos de questionável qualidade quando pode “jogar pelo seguro” e garantir uma boa hora e meia de pura diversão.

Há muito trabalho para fazer… antes de se fechar a trilogia (que não está prevista mas que se justifica, plenamente!).

  

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