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National Board of Review 2017 – Melhores Filmes do Ano

Anualmente o National Board of Review (NBR) apresenta o resumo do que melhor se fez no mundo do cinema, nomeadamente norte-americano. Sem grande preconceito perante géneros ou estilos, o Instituto atribui os habituais prémios de realizador, argumentista, atores, argumento e outros mais particulares. Da extensa lista destacam-se a os 10 Melhores Filmes do Ano (ou 11 se juntarmos o filme premiado com o galardão de Melhor Filme). Em suma, o resumo por excelência, de 2017.

THE POST, o filme relâmpago de Steven Spielberg que junta o mítico realizador a duas das maiores lendas vivas do cinema norte-americano e mundial, Tom Hanks e Meryl Streep, é para o NBR o Melhor do ano. A liberdade de imprensa e o seu eterno conflito com o poder político, é o elemento-chave de um filme que retrata a história verídica de como a imprensa desmascarou a falsidade de várias administrações norte-americanas, ao longo de décadas, relativamente ao encobrimento da Guerra do Vietnam. Foi há mais de 40 anos mas o timing parece perfeito. NOTA: Conquistou ainda os prémios de Melhor Ator e Melhor Atriz. Estreia a 25 de Janeiro, em Portugal.

Os restantes 10 filmes são apresentados, pelo NBR por ordem alfabética, e assim o faremos, também.

BABY DRIVER, o filme de Edgar Wright foi desde cedo um dos preferidos da crítica especializada norte-americana e não só. Mais do que o filme o que cativou realmente foi o “piscar de olhos” a toda uma cultura pop com mais de 30 anos. Pessoalmente (vide crítica) faltou apenas o click para nos apaixonarmos verdadeiramente pelo filme, muito embora os desempenhos de Ansel Elgrot, Lilly James, Jamie Foxx e Kevin Spacey nos tenham enchido as medidas.

CALL ME BY YOUR NAME, é por estes dias o grande favorito da temporada dos prémios. Recordo-me de ter visto o seu trailer, pela primeira vez, há 3-4 meses e ter ficado com a nítida impressão que se o cinema de autor precisava do seu representante para 2017, tinha aí um belo exemplar. Da altura retive a relação improvável entre Oliver (Armie Hammer) e Elio (Timothée Chalamet) e, sobretudo, um fabuloso trabalho de fotografia intimista e luminoso. O realizador italiano Luca Guadagnino não é estranho às produções anglo-saxónicas (especialmente rodadas no seu país natal) mas Hollywood está prestes a dar-lhe rédea solta para fazer praticamente o que quiser… NOTA: Conquistou ainda o prémio de Ator Revelação. Estreia a 18 de Janeiro, em Portugal.

THE DISASTER ARTIST, é o mais improvável dos filme presentes neste lista. Realizado e protagonizado por James Franco e com elenco onde se destaca o seu irmão Dave, Seth Rogen, Alison Brie, Ari Graynor, Josh Hutcherson e Jacki Weaver o filme é antes de mais uma comédia, género “maldito” da maioria das listas de prémios. Baseado na história verídica da produção do considerado por muitos como “o pior filme de todos os tempos”, The Room, The Disaster Artist tem a seu favor nesta temporada dos prémios, o facto de abordar um tema querido aos votantes da Academia, o cinema. NOTA: Conquistou ainda o prémio de Melhor Argumento Adaptado. Estreia a 4 de Janeiro, em Portugal.

DOWNSIZING, é a confirmação que todo e qualquer filme de Alexander Payne é/pode ser uma obra-prima. O realizador de Sideways e The Descendants (pelos quais ganhou o Oscar de Melhor Argumento Adaptado), e de Election, e de Nebraska e de About Schmidt, está de regresso com mais uma história fantástica. O ponto de partida é simples “se os recursos naturais são cada vez mais escassos, o mais fácil é diminuirmos o nosso tamanho!”. Ajuda ter um elenco com nomes como Matt Damon, Christopher Waltz ou Kristen Wiig mas, acredito piamente, está TUDO na escrita. Estreia a 18 de Janeiro, em Portugal.

DUNKIRK, é, como tínhamos avançado na nossa crítica (ver link), o filme mais artístico da carreira gloriosa de Christopher Nolan. A forma como o realizador inglês decompôs a mítica batalha de Dunkirk, os dos marcos da II Guerra Mundial, e a apresentou aos amantes de cinema é realmente memorável. Se houvesse um prémio para o “Melhor Filme de Guerra para toda a família ver num serão natalício”, Dunkirk seria, destacadíssimo, o seu vencedor. Faltou-lhe apenas um pouco mais de coração, para ser o Melhor do Ano.

THE FLORIDA PROJECT é o outsider desta lista. Um filme que não fosse o reconhecimento da crítica iria passar totalmente despercebido nas salas de cinema. Sean Baker não é propriamente um estreante nestas andanças tendo já conquistado um sem número de nomeações aos Independent Spirit Awards,  personificando o verdadeiro espírito independente do cinema norte-americano. A diferença é que desta vez Baker conseguiu juntar Willem Dafoe ao seu habitual elenco de desconhecidos que protagonizam os seus filmes. NOTA: Conquistou ainda o prémio de Melhor Ator Secundário. Até à hora de publicação deste comentário não foi possível identificar a distribuidora do filme em Portugal e a sua data de estreia.

GET OUT é a nossa maior falha de 2017! Estreou recheado de elogios e expetativa mas, confesso, um certo preconceito e alheamento perante os filmes de terror acabou por empurrá-lo para a lista de “filmes a ver”, até encerrar o seu percurso comercial no nosso país. O filme de Jordan Peele sobre o preconceito racista numa América contemporânea, envolto no já de si aterrador primeiro contacto com os pais da namorada, ganha contornos de fantasia, mistério e louvor. Foi/É uma das surpresas de 2017. NOTA: Conquistou ainda os prémios de Elenco e de Melhor Estreia como Realizador.

LADY BIRD é, em resumo, a forma que Greta Gerwing encontrou para homenagear Noah Baumbach, seu realizador e mentor em filmes como Greenberg, Frances Ha e Mistress America. A estreia da jovem Greta no papel de realizadora é um dos filmes sensação do ano e, provavelmente, o mais consensual de todos. Saoirse Ronan assume o papel de protagonista, num filme sobre as dificuldades de crescer numa cidade do interior com uma mãe super protetora e possessiva. Consta que parte é uma auto-biografia da própria Greta, pelo que não seria necessária acrescentar muito mais. NOTA: Conquistou ainda os prémios de Melhor Realizador e Atriz Secundária. Estreia a 19 de Abril, em Portugal. (NOTA: Algo me diz que a data será antecipada muito brevemente!) 

LOGAN é o filme de super-heróis, sem super-heróis. James Mangold teve luz verde da Fox para fazer o seu filme sobre Logan/Wolverine e este resultou na obra mais instropetiva e humana de sempre num filme baseado em super-heróis da BD, tal como tínhamos escrito na nossa crítica. O sucesso de crítica e de público alterou, para sempre, a forma como os filmes de super-heróis passaram a ser encarados em pré-produção, quebrando tabus e abrindo espaço para novas abordagens. Hugh Jackman não podia ter encontrado melhor forma de, 17 anos depois, deixar a personagem que se confunde com a sua carreira no cinema.

PHANTOM THREAD é o mais recente filme de Paul Thomas Anderson e a nossa última tentativa de continuar apaixonados pelo seu trabalho. Depois de Boogie Nights e de Magnolia (o Melhor Filme de todos os Tempos), o realizador de There Will Be Blood, The Master e Inherent Vice, tem ficado aquém das expetativas. Controverso e questionável, perante o nosso padrão de apreciação, Anderson volta a colaborar com Daniel Day Lewis naquele que o ator afirma ser o seu último filme no cinema. O mundo da alta-costura londrina, em meados do século XX, é o palco para intriga, drama, paixão e algumas surpresas. NOTA: Conquistou ainda o prémio de Melhor Argumento original. Estreia a 1 de Fevereiro, em Portugal.

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