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“Só Para Bravos (Only the Brave)” de Joseph Kosinski

Porque há filmes que nos deixam… sem palavras.

Por norma, nos dias que se seguem ao visionamento, revisitamos os momentos mais marcantes dos filmes, o enredo, o ambiente, a mensagem. Confesso que não fui capaz de o fazer com este Only the Brave.

Aquele breve segundo de tela preta que antecedeu os créditos finais durou “quase uma hora” e deu mais do que tempo para sentir o filme, e todo o seu poder! Numa sala praticamente vazia (destinada à imprensa) o silêncio era ABSOLUTO.

Como bem sabem há filmes que não dão azo a grandes comentários de circunstância enquanto cada um se encaminha para a porta de saída… mas de entre 500, 100 ou 20 pessoas há sempre alguém (mais nervoso) que esboça um sorriso, que pergunta pelas chave do carro ou que arrasta os pés de forma audível. Mas quando somos meia dúzia, ouve-se literalmente o silêncio.

Porra! Ninguém estava à espera “daquilo“. Sim, um filme sobre bombeiros. Sim, um filme sobre heróis que dedicam a vida pelo bem comum. Sim, um filme nos faz sentir na pele o risco, a recompensa e a emoção destes homens imortais. Mas ficar sem chão??

Por uma questão de respeito aos poucos que ainda não viram o filme e que o vão fazer brevemente, o comentário permanece algo ambíguo porque foi essa incerteza que faz de Only the Brave num dos grandes filmes da 2ª metade de 2017. Foi tão poderoso, arrebatador, grandioso. E inesperado.

Miles Teller, Josh Brolin, Jennifer Connelly e Jeff Bridges estão verdadeiramente de parabéns. Não sei até que ponto haverá por ali material para prémios – quiça Atriz Secundária – mas os desempenhos são de uma tal emoção e solidez que é mais do que uma homenagem. E pensar que, na prática, são pessoas de carne e osso, por detrás das personagens.

Os Granite Mountain Hotshots são uma corporação particular de bombeiros que conquistou a pulso o seu lugar na história, até se tornarem num grupo de elite. Esta é a sua história.

É um daqueles filmes obrigatórios, a vários níveis.

Brutal e sensacional. A combinação é explosiva e o mérito é todo (ou quase) de Joseph Kosinski. O realizador de Tron: Legacy e Oblivion deixou a ficção-científica para se aventurar no cinema real, bem real, por ventura até demais. A condução do filme é magistral e o crescendo de emoção indecifrável.

Muito, mas mesmo, muito bom!!

  

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