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“O Grande Showman (The Greatest Showman)” de Michael Gracey

Há duas formas de ver este Showman.

Como um divertido, ritmado, competentíssimo e arrebatador musical, recheado de melodias enternecedoras e letras arrebatadoras. Ou.
Como a biografia de uma figura, no mínimo controversa, cuja vida e obra é (segundo consta) totalmente disvirtuada por Michael Gracey e Bill Condon nesta “adaptação”.

Em suma, como espetáculo (i.e. musical) The Greatest Showman funciona com grande mestria… muito por culpa de um artista ímpar, de seu nome Hugh Jackman.
Já como biopic, para além da controversa versão da vida e obra de P.T.Barnum, falta fluidez a um enredo inseguro e demasiado dependente dos números musicais, das coreografias, das músicas retumbantes e do talento do seu protagonista.

Foquemo-nos, então, no que de bom o filme tem para oferecer.
Na primeira linha, Hugh Jackman. O ator australiano que ainda há poucos meses brilhava no papel do herói de banda-desenhada mais profícuo da história recente do cinema, Logan, volta a um palco onde se sente incrivelmente à vontade, demonstrando a versatilidade e o talento apenas reconhecido num grande artista. Se o filme tira proveito da história de P.T. Barnum, acaba por ser Jackman a revelar-se como o Grande Showman!

A ajudar à festa temos um conjunto de musicas e coreografias de elevada qualidade (e com desempenhos fantásticos) que transforma cada momento musical num achado.

Há realmente magia num filme, ainda assim, talhado para a Broadway. Exemplo maior dessas virtudes é a música This is Me, especialmente depois de ver o seu “efeito” mesmo sem a necessidade de qualquer produção cinematográfica (vide link).

O senão é que o enredo avança aos tropeções, sem grande consistência ou relevância e muitas vezes dependente do número musical que se segue. Com isto as personagens perdem densidade, carisma e relevância.

De origem humilde, P.T. Barnum (Jackman) nunca perdeu o sonho de deixar a sua marca numa era em que a separação de classes era bem mais do que um chavão. Até o dia em que a necessidade se transformará numa oportunidade, e um museu de figuras sui generis será o começo de uma ascenção meteórica.
Mas quanto maior é a subida, maior é a queda?

Basta esquecer que estamos perante uma figura e uma história (aparentemente) reais e desfrutar de uma alegoria de grande qualidade.

Com um imenso sorriso nos lábios… e a emoção na ponta dos olhos!

  

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