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“A Idade da Pedra (Early Man)” de Nick Park


Do ponto de vista visual, Nick Park e os Estúdios Aardman fazem, de facto, um trabalho assombroso. A forma, como filme após filme, continuam a dar vida aos bonecos de plasticina é inacreditável. As expressões, a dinâmica, os detalhes e a graça e inteligência das histórias convencem miúdos e graúdos há 2 décadas (pelo menos!).

Parece que foi ontem que Chicken Run encheu as vistas e os corações dos cinéfilos e marcou o início de uma nova era no cinema de animação. Ao ponto de conquistar ao nomeação ao Golden Globe de Melhor Filmes – Musical/Comédia (NOTA: O Oscar de Melhor Animação só passou a ser entregue no ano seguinte!)

Mas, para além de Phil Lord, Early Man também não tem Mel Gibson a dar voz ao protagonista, nem o espírito desafiante e corrosivo de uma história memorável, nem a sua inteligência.

Relativamente à parte vocal teríamos Eddie Redmayne no “papel” de Dug mas isso é uma questão que, infelizmente, não nos leva a lado algum.
Portanto foquemo-nos na história. Os apontamentos pré-históricos estão todos lá, recheados de malícia, humor e perspicácia. Já o enredo entrega-se, cedo demais, a um rumo demasiado populista e afunilado. Sem magia, sem alegria, sem encanto. E havia tanto para contar!

É impossível não gostar de Dug, Goona ou da sua tribo de homens primitivos. As suas dúvidas e medos para com os homens da Idade do Bronze são naturais, latentes e super divertidas. Como bónus temos Hognob (ou Porcão, na versão nacional) uma espécie de javali domesticado ou “melhor amigo do homem (primitivo)”.

Quanto a sua tribo se vê ameaçada e expulsa do seu habitat natural, Dug parte à descoberta das origens dos seus invansores. O jovem primitivo irá encontrar uma outra civilização, e uma rapariga irreverente e sonhadora que o ajudará a compreender as diferenças entre o “passado” e o “futuro”. E a dada altura, o desporto-rei entra em ação…

Foi demasiado simples, limitado e escuro. Acredito que para uma franja do público, nomeadamente masculino e pré-adolescente, a história siga para terrenos familiares e altamente identificativos mas para os mais pequenos falta cor e para os mais crescidos falta humor e cérebro.

Early Man tem os seus momentos mas fica a clara sensação que haveria muito mais a explorar. Quem sabe, ao bom estilo Ice Age, a História não evolua para a Idade do Ferro e tenhamos oportunidade de nos deliciar com o verdadeiro choque de culturas.

A ideia está lá! Falta apenas um pouco mais de imaginação e arte.

 

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