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“Batalha do Pacífico: A Revolta (Pacific Rim: Uprising)” de Steven S. DeKnight


Se o primeiro filme vivia da capacidade de Guillermo del Toro em trazer o seu imaginário, i.e. monstros grotescos com (ou sem) coração, para o cinema pipoca, esta sequela está mais perto de uma joint venture entre os Transformers e os Power Rangers

Este Pacific Rim: Uprising, pelo qual o realizador mexicano tanto lutou, foi um dos seus projetos que passou de mãos, em função do seu comprometimento com o galardoado The Shape of Water. Nada contra, obviamente.

Scott Eastwood e John Boyega são os novos rangers a assumir protagonismo na luta contra os Kaijus. Boyega interpreta o papel de Jake Pentecost, filho da personagem interpretada por Edris Elba, herói maior no primeiro filme. Já Eastwood é Nate Lambert, parceiro de aventuras e desventuras de Jake, nos seus tempos de recruta.

A tumultuosa relação entre os dois protagonista é o foco central de tensão do enredo, em paralelo com o surgimento de Cailee Spaeny no papel de Amara Namani, mas, naturalmente, o tema central do filme revolve em torno do eterno confronto entre Kaiju’s e Jaeger’s.

Steven S. DeKnight e a equipa de argumentista têm o engenho de garantir um novo e lógico ponto de partida para a segunda “invasão” mas a partir daí impera a dinâmica estabelecida no anterior filme (e nas sagas mencionadas no parágrafo inicial desta crítica). O passado do realizador na TV parece indisfarçável tornando este Uprising num típico episódio de uma série televisiva. Algumas nuances e novidades mas substancialmente o filme pouco ou nada acrescenta ao capítulo inicial.

Entretenimento com qualidade q.b., alavancado por uma versão IMAX 3D que dá uma outra dimensão aos monstros em duelo. O poder de destruição é maior, mais visível e limpo (grande parte da ação do capítulo inicial era noturna e imperceptível). Monstros, de ambas os lados da barricada, estão mais evoluídos, maiores e mais destruidores. Mas é inquestionável a sensação de déjà vú durante grande parte do filme.

Para além de viver na sombra do pai, Jake tem uma visão algo diferente da utilidade dos Jaeger’s, 10 anos depois de terminada a batalha retratada no primeiro filme. É por entre esses trabalhos extra – de contrabando de peças inutilizadas desses monstros – que irá conhecer Amara, uma jovem autodidata com “muito pelo na venta”. Essas aventuras irão obrigar os dois a um retiro forçado no programa de pilotos de Jaeger’s. Mesmo a tempo de participar n’A Revolta, contra a nova invasão dos Kaiju’s.

Em suma, cinema pipoca, por excelência.

  

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