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“Deadpool 2” de David Leitch


Naturalmente que o sucesso do primeiro filme do super-herói mais desbocada da história do cinema ajudou, e que maneira, a criar uma das mais originais e irreverentes campanhas de marketing de um filme (ou sequela). Ryan Reynolds dá a cara ( e não só!) por Deadpool mas há, de facto, uma imensa máquina de promoção que merece os mais rasgados elogios.

Quanto ao filme, propriamente dito, segue em linha com o anterior. Uma história titubeante com um princípio, um meio e um fim algo previsíveis e algo banais mas recheada de imensas preciosidades, seja pela irreverência dos diálogos, seja pelo comportamento do seu protagonista e demais coadjuvantes.

Num misto de filme de ação e comédia bem picante, quem teve o prazer de ver o primeiro capítulo do filme já sabe ao que vai…. e certamente não saiu da sala desiludido. As bicadas aos restantes filmes de super-heróis e não só, o sarcasmo e humor negro constante não olhando a quem, nem ao como, as improváveis soluções ou cenas de ação.

Tudo conjugando com coerência e muita consistência. David Leitch  que por estes dias parece o realizador mais em voga no que ao cinema de ação e entretenimento diz respeito (John Wick, Atomic Blonde e, ainda, Hobbs and Shaw na calha), faz justiça ao “boneco” criado por Reynolds e Tim Miller (em Deadpool) e tem ainda a capacidade de integrar de forma convincente e atrativa Josh Brolin, e porque não, Zazie Beetz no papel de Domino.

O ator californiano é, sem dúvida, a grande revelação do filme. Não pelo seu talento (mais do que reconhecido depois de filmes como No Country for Old Men, Sicario ou W.) mas pela forma competentíssima como dá vida ao enigmático Cable, uma daquelas personagens que justifica um filme/sequela. Nada de muito extravagante ou surpreendente mas o encaixe perfeito para dar equilíbrio às maluqueiras de Reynolds/Deadpool.

Domino é, antes demais uma private joke do próprio filme, com uma conjunto de atributos que desmonta por completo o universo dos super-heróis. Mas é mesmo ver, para crer.

Depois de recuperar a namorada (Morena Baccarin) e mais acostumado ao seu novo estilo de vida, Wade Wilson (Reynolds) ocupa o seu tempo em pequenas tarefas de “limpeza social”. Até que o destino o levará ao encontro de um jovem mutante a precisar de orientação mas, também, ao de um implacável assassino vindo do futuro(?). Deadpool tirá, então, de encontrar a sua “vocação”… e um novo grupo de “amigos”!

Não sei até que ponto Deadpool 2 será melhor do que o seu antecessor. Como obra cinematográfica é-o certamente, mais não seja pela aumentada qualidade do(s) seu(s) vilão(ões). Desfrutado o efeito surpresa, David Leitch teve a ousadia de fazer mais e melhor. Com mais recursos, nomeadamente humanos, com um enredo ligeiramente mais complexo e aprofundado mas, sobretudo, com renovada frescura e a certeza que o caminho está trilhado!

Curiosamente o futuro (do franchise) parece mais incerto do que nunca. Deadpool é, muito provavelmente, a personagem mais idolatrada do mundo dos super-heróis, especialmente junto do público juvenil mas fica a ideia que sem uma “equipa” a acompanhá-lo, corre o risco de andar em círculos em busca da própria cauda.

É o próprio Reynols a defender que o próximo passo será mesmo a X-Force! E porque não? Tem TUDO para dar errado certo!!!

É só esperar para… crer!

  

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