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“Os Empatas (Blockers)” de Kay Cannon


Ser adolescente, ou pai de um(a), não será condição sine qua non para vivenciar na plenitude este Blockers… mas ajuda, certamente.

As comparações com Superbad e outros filmes de/para adolescentes têm sido inevitáveis. É verdade que, neste caso, a visão mais feminina da equação lhe garante uma fresca sensação de novidade… ainda assim algo passageira.

Cada geração deveria ter o seu coming of age tresloucado. Porky’s terá sido o tiro de partido para um ritual que se tem vindo a repetir com maior ou menor assiduidade (e qualidade). A minha geração terá sempre American Pie, por exemplo.

Blockers sobe a parada. Não só os adolescentes (protagonistas) surgem no feminino como há, também, um trio de pais em plena ebulição.
Leslie Mann, John Cena e Ike Barinholtz são os pais das miúdas. Estilos, talentos e historiais bem distintos, permitem a Kay Cannon (tentar) chegar a uma vasta panóplia de públicos, acrescentando aos teens os seus progenitores, totalmente perdidos perante uma geração plena de ideias e desafios.

No caso de Lisa, Mitchell e Hunter o baile de finalistas das suas filhas, colegas desde tenra idade, pareceria apenas mais um ritual inocente. Mas quando uma série de bonequinhos amarelos e uns quantos símbolos coloridos (vulgo, emojis) começam a ser decifrados por esta tripla sedenta de atenção, o desastre parece inevitável.

A parentalidade é posta à prova, assim como o fim da inocência. O filme tenta manter o equilibro entre os dilemas dos filhos e dos pais, mas estes últimos acabam por garantir maior protagonismo. Pessoalmente, estaria mais inclinado para tentar acompanhar um pouco mais o percurso dos mais jovens (ainda faltarão uns aninhos para realmente compreender o comportamento e dilemas dos progenitores) mas é bem mais uma questão subjetiva do que cinematográfica.

O filme tem os seus momentos bem rasgados, dando lugar a algumas boas gargalhadas. Tem também os seus momentos mais constrangedores em que o estilo norte-americano de fazer comédia (para toda a família) vai além dos “limites”.

O trio de protagonistas – neste acaso os 3 adultos – vão conduzindo o filme a preceito, demonstrando os dilemas e receios dos progenitores, tão comuns a tantos outros quarentões que passam os dias, e em especial algumas datas de referência, com o “coração nas mãos”.

Já no que diz respeito às três raparigas e restantes colegas de elenco, fica a clara sensação que haveria muito mais para contar. Obviamente, explorado até à exaustão, o género vem deixando pouco espaço para novidades ou surpresas mas, com um ponto de partida bem congeminado, ficava a esperança de mais irreverência e qualidade.

Dá para descontrair, descomprimir e rir.

    

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