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“Rampage – Fora de Controlo” de Brad Peyton


Já restam poucas dúvidas que Dwayne Johnson é uma imensa estrela em Hollywood.

O antigo lutador de wrestling cuja carreira cinematográfica começou de forma algo corriqueira em 2001, no papel do vilão de The Mummy Returns (versão Brendan Fraser) é, por estes dias, uma das mais populares figuras da indústria norte-americana.

Sem grandes dotes para ator, The Rock (a sua alcunha dos tempos da WWE) construiu uma imagem de durão temido e adorado, aproveitando a imensa lacuna de action heros com carisma que assola a indústria.

Para quem acompanhou toda a sua carreira in loco é, de facto, um intenso case study a forma como o rapagão passou de mero adereço decorativo para estrela de blockbusters. Para mais com a frequência com que estreia grandes produções a cada ano.

Se no final do ano passado Johnson foi estrela de uma das grandes surpresas do Box Office, Jumanji: Welcome to the Jungle e se, ainda neste Verão, estreará Skyscraper, por estes dias é Rampage que o traz para as luzes da ribalta.

Como a maioria estará ao corrente (pelo menos agora com a estreia do filme) Rampage é o título de uma famosa saga de videojogos que teve a sua estreia em 1986, nas velhinhas máquinas de jogos de salão. E se durante estes 30 anos, o Gorila, o Crocodilo e o Lobo foram os protagonistas da “história”, nada como se lhes juntar um moço de 1,95m e 120 Kgs para animar as feras.

Ligeiramente mais violento do que estaríamos à espera – confesso o particular desconhecimento dos videojogos para justificar, pelo menos em parte, essa surpresa – Rampage funciona com inegável competência para o seu público. A jogar num campeonato onde pontificam títulos como King Kong ou ___ o filme entretém q.b., diverte até, mas sem qualquer contemplação em ser viril e, a momentos, até algo violento.

Davis Okoye (Johnson), ex-militar e caçador de caçadores de animais selvagens, é, agora, um primatologista de uma reserva de vida selvagem em San DIego que criou uma especial relação com George, um gorila albino. Mas quando o seu amigo é infetado por uma substancia que lhe faz multiplicar a força, a voracidade e o tamanho, Davis terá de rever as suas convicções e prioridades.
Claro está que tudo ficará ainda mais complicado (ou simples?!?) quando um lobo e um crocodilo de dimensões igualmente gigantescas se juntam a George numa desorientada destruição não programada da cidade de Chicago.

Para lá dos efeitos especiais – diga-se de passagem, de elevada qualidade – há um filme que reproduz o espírito da saga Rampage sem a necessidade de a replicar exaustivamente na grande tela.
Dwayne faz, como seria de esperar, o seu trabalho e o resultado final certamente agradará tanto aos fãs do ator, como dos videojogos. O lado mais másculo do ator continua a combinar muito bem com o seu carisma e boa disposição. E quando se lhe junta um Gorila albino com conhecimentos de linguagem gestual… e de sarcasmo, está tudo dito.

Já em termos puramente cinematográficos, o filme de Brad Peyton – que já trabalhou com Johnson em San Andreas e Journey 2 – confirma que o cinema pipoca e chiclete continuam grudados um no outro, tal e qual os encontramos, regularmente, na sola dos sapatos.

Vê-se… e pronto.

   

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