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“Han Solo: Uma História de Star Wars (Solo: A Star Wars Story)” de Ron Howard


Do 8 ao 80.

Se Rogue One – o primeiro filme Star Wars para lá da saga Skywalker – era uma obra com princípio, meio e fim que vivia sobretudo do espírito das trilogias e para as mesmas. Ao ponto de termos lançado a ideia de que os novos fãs do franchise deveria começar a experiência Star Wars precisamente por este filme. Este Solo é precisamente o oposto.

Já todos sabemos que Han Solo e Chewbacca (e Lando Calrissian e a Millennium Falcon) são os principais protagonistas mas tudo o que o filme vai buscar à saga são só mesmo as personagens… e está o mais longe possível de ter um princípio, (um meio) e fim.

Há toda uma lógica de narrativa vs interesse económico na equação cinematográfica de tornar este Solo no primeiro capítulo de uma longa saga. E é difícil criticar.
Ninguém gosta de deixar assuntos a meio mas seria de todo inevitável. Já TODOS sabemos que havemos de voltar chegar ao bar manhoso de Tatooine (NOTA: A primeira aparição de Han Solo em A New Hope) mas até lá, muita água vai correr debaixo desta ponte.

Mas voltemos a Solo.
A turbulenta produção provocou alguma incerteza e insegurança quanto ao resultado final, ainda para mais quando faltava consenso em torno da escolha de Alden Ehrenreich (Hail, Caesar!) para encarnar a mítica personagem. E “agravou-se” com a substituição de dupla Phil Lord e Chris Miller pelo veterano Ron Howard.

Mas, fait divers à parte, a verdade é que Solo não deixa de ser um impecável filme de aventuras que mesmo aproveitando o sucesso e a mística dos seus protagonistas, lhes dá um espírito rejuvenescido e intrigante. Neste capítulo destaque especial para Emilia Clarke e a sua Qi’ra e para Donald Glover, no papel de Lando. Não é apenas o inegável talento dos 2 jovens atores, são realmente duas personagens fantásticas e de extrema complexidade emocional e narrativa que acrescentam bastante a um enredo sinuoso mas globalmente satisfatório.

Quem também cumpre com competência a sua função é Woody Harrelson. O papel de mentor que tão bem lhe assentou em The Hunger Games, é transposto para o universo Star Wars com igual relevância. O seu Tobias Beckett é uma figura pitoresca neste Solo e encaixa perfeitamente com o espírito do filme.
Chegamos, então a Ehrenreich. O jovem pode não transmitir o carisma e a aérea de Harrison Ford mas aguenta-se à luta. Literalmente. E figurativamente. Do alto dos seus 28 anos o jovem californiano pode parecer um miúdo entre nomes mais sonantes e experimentados mas o futuro ser-lhe-à seguramente risonho, independentemente do maior ou menor gigantesco sucesso do seu Han Solo.

Algures na galáxia dois jovens tentam sobreviver perante o poder opressivo de um bando de rufias e exploradores. Han e Qi’ra partilham o sonho de fugir juntos mas o destino irá-lhes reservar um papel bem mais relevante no frágil equilíbrio da galáxia. Mesmo que para lá chegar tenham de seguir diferentes caminhos e privações.

Começa, assim, o percurso de Solo na galáxia. A ambição, auto-cofiança e voluntarismo parecem-lhes inatas mas antes de chegar a Tatooine, o jovem contrabandista tem o seu percurso a galgar.

E, apesar de todos os contratempos, Solo: A Star Wars Story não deixa de ser um filme bastante agradável, recheado de viagens intergaláticas, surpresas, revelações e uma imensa dose de nostalgia.

Os mais puristas irão certamente sentir a falta dos elementos fundamentais da saga Star Wars mas, convém relembrá-los que os spin-offs, seja em estilo de filme isolado ou de saga dentro da saga, não precisam de partilhar todos os pergaminhos para se revelarem um entretenimento de grande qualidade.

Pode não ser um filme para a eternidade mas será realmente lamentável se não for devidamente apreciado numa sala de cinema!!

   

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