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“A Cada Dia (Every Day)” de Michael Sucsy

A indústria de cinema, onde se incluiu a distribuição nacional, é feita destas peculiaridades.

Temos um romance premiado. Temos um género (YA adaptations) que há meia dúzia de anos arrastava multidões. Temos uma jovem atriz com evidentes sinais de talento, Angourie Rice (The Nice Guys, Spider-Man: Homecoming). Temos um ponto de partida invulgar e ambicioso. Temos Michael Sucsy e o seu anterior filme, The Vow. Temos um filme ligeiro, recheada de ternura e sentimento. E quase ninguém deu por ele…

E é uma pena. Com cada vez menos comédias românticas e chegar às salas de cinema (destinado aos mais jovens ou aos mais adultos), Every Day cumpre muto bem a sua função de cinema ligeiro, ainda para mais com uma premissa que realmente cativa e dá que pensar. Como seria viver no corpo de uma pessoa diferente todos os dias? Como seria possível (de)gerir a situação, as emoções e perspetivar um futuro? E quando não estivéssemos mais sozinhos?

São estas e outras questões que David Levithan aborda no seu romance e que Sucsy soube trazer para a 7ª arte com grande à vontade, delicadeza e pertinência. Não é “todos os dias” que podemos afirmar o mesmo relativamente aos filmes que vão estreando pelas nossas salas.

Rhiannon (Rice) é uma adolescente como todas as outras, tem namorado, família, amigas, escola, sonhos e problemas. ‘A‘ é uma alma que a cada dia “salta” de corpo em corpo, vivendo cada um como uma nova e desafiante experiência. Os dois vão-se conhecer.

Não é fácil imaginar o que se segue, muito menos conjeturar a complexidade criada por Levithan. Mas, de questão em questão, vamos perceber a mensagem e os dilemas, vamos participando neste romance e partilhando as suas dúvidas (existenciais). O tom é essencialmente ligeiro, divertido e juvenil mas igualmente introspetivo e desafiante.

Angourie dá inevitavelmente nas vistas, assim como o leque de jovens atores que conseguem, em verdade, passar a mensagem. Há um bocadinho de A em todos eles, e só isso é já um feito para filme.

É um amor juvenil e jovial como deveria ser todos (os filmes do género!).
Ficou, realmente, a curiosidade de perceber/conhecer mais.

E David Levithan vai-nos fazer a vontade. O romance Someday será lançado este Outono, e pela falange de fãs do livro inicial e do filme, quem sabe não teremos direito à merecida sequela, também na 7ª arte??

   

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