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“Tully” de Jason Reitman

Não sei se ainda se ganham prémios (ou Oscars®!) por transformações corporais e filmes ligeiros (mesmo que intensamente dramáticos) mas Charlize Theron tem, de facto, um dos grandes desempenhos do ano.

E quem já lá esteve, mesmo que “meramente” na primeira fila, sabe que TUDO o que se passa no novo filme é Jason Reitman é a mais pura verdade. Ou quase. Mas esse quase terá de ficar para quem viu o filme. Combinado?

Theron é Marlo mãe de 2 filhos, um deles especial (autista?), que está grávida do terceiro. O marido (Ron Livingston) é um gajo porreiro, trabalhador que depois jantar e de ajudar os filhos mais velhos com os trabalhos de casa coloca os auscultadores e pega no comando da PlayStation até adormecer, enquanto a mulher cuida da bebé recém-nascida.
À beira da depressão… ou simplesmente exausta, Marlo decide seguir os conselhos do seu irmão (Mark Duplass) e contratar uma ama da noite, para a ajudar a tomar conta da criança e descansar um pouco.
Amiga e confidente, Tully (Mackenzie Davis) transformará a vida dos 5… de uma forma inimaginável!

Quem já passou (ou passa) pela experiência da maternidade (ou, pelo menos, da parentalidade) facilmente irá-se identificar com cada um dos detalhes retratado pelo argumento de Diablo Cody. A argumentista de Juno (pelo qual recebeu um Oscar® da Academia de Melhor Argumento Original) volta a escrever com assaz pertinência e relevância.

Duvido que o argumento tenha sido escrito com Theron em mente mas a reunião do trio, Cody, Theron e o realizador Jason Reitman – que anteriormente partilharam créditos em Young Adult – funciona na perfeição. A imaginação da autora, a sensibilidade do homem por detrás das câmaras e a imprevisibilidade de ver a atriz sul-africana a vestir a pele de mulher, mãe, heroína, é um dos grandes momentos deste Verão cinematográfico.

Mas, afinal, o que tem de tão transcendente este Tully? Nada!
Precisamente. É a vida real mas com um toque de arte. Nomeadamente da 7ª.

É um retrato pitoresco mas incrivelmente terno e fidedigno da vida de qualquer mãe (e pai) por estes dias. É literalmente impossível não se identificarem com grande parte dos dilemas e percalços da(s) protagonista(s) e, por muito doloroso que seja, chega a ser gratificante perceber que afinal somos normais. Partilhamos uma experiência incrível… com as “sequelas” que todos conhecem.

Diablo pode, perfeitamente, estar a caminho da sua terceira nomeação. Charlize, também. Ainda que no caso da atriz as probabilidades sejam menores, ou não estivéssemos perante um filme, apesar de tudo, ligeiro e bem humorado.

(Do ponto de vista de pai de 2 meninas pequenas) Foi muito bom!

  

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