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“Jogo da Apanhada (Tag)” de Jeff Tomsic

É uma boa comédia, sim senhor!

Parte de um conceito verdadeiramente incrível (e verídico), de um grupo de amigos que se diverte a jogar à apanhada há quase 30 anos, e mesmo percebendo-se que o enredo será substancialmente ficcionado, fica o divertimento e a camaradagem dos atores e do grupo de malucos que perpetua a brincadeira na vida real.

Naturalmente que ninguém acreditará que as situações retratadas no filme sejam minimamente autenticas mas não é necessariamente isso que está em questão. O espírito, a ideia e o resultado, superam qualquer tentativa de questionar a sequência de sketches que dá corpo e vida a uma história fantástica.

Jeremy Renner e Ed Helms são os cabeças de cartaz, bem secundados por Jon Hamm, Jake JohnsonLil Rel Howery, Annabelle WallisIsla Fisher. Desempenhos bem dispostos e bem dentro dos limites do razoável (especialmente para os parâmetros das comédias made in USA) que garantem mais de 1h30 de grande entretenimento.

Todos os anos, no mês de Maio, um grupo de cinco amigos diverte-se em elaborados esquemas para se apanharem uns aos outros desprevenidos. Mas quando Jerry Pierce (Renner), o lendário membro do grupo que nunca foi Apanhado, informa os demais que irá abandonar o jogo depois do seu casamento no final do mês, a brincadeira ganha contornos de Missão! Hoagie, Bob, Reggie e Chilli não olharão a meios para Apanhar o seu amigo… mesmo que para isso tenham, por exemplo, de interromper o própria cerimónia!!

Em linha com as recentes comédias mais maduras que têm vindo a chegar às nossas salas de cinema nos últimos meses (Game Night, Blockers), este Tag confirma, primeiro que tudo, um novo filão da comédia norte-americana que, arrisco-me a dizer, vai buscar muito à própria TV. Menos infantil, mais inteligente, com uma mistura de géneros (ora ação, ora sexo, ora romance) e, sobretudo, sem recorrer ao gosto duvidoso (e brejeiro) que contaminava amiúde a comédia norte-americana.

Tem sido, indiscutivelmente, um ano bom para a comédia norte-americana. O cinema europeu, sobretudo francês, permanece líder do género (em termos de qualidade) mas é de louvar o esforço e comprometimento de Hollywood, dos argumentistas aos realizadores, dos produtores e aos atores, para elevar a fasquia!

Quem ganha, logicamente, é o público que fica com mais motivos (bons) para ir ao cinema divertir-se.

Sejam os factos, mais ou menos, reais.

   

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