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“Mamma Mia! Here We Go Again” de Ol Parker


Pode parecer demasiado estranho dizê-lo a respeito da sequela do 2º filme mais visto de sempre (ou pelo menos deste século), no nosso país mas… o filme é surpreendentemente divertido, emotivo e realmente bom!

Se há 10 anos, a expetativa em torno da adaptação à 7ª arte do musical homónimo de imenso sucesso, vinha acompanhado de expetativas gigantescas (e devidamente correspondidas!), desta vez a incerteza seria bem maior.

Haveria espaço e imaginação para reinventar o enredo inicial?
Haveria história e, sobretudo, músicas (dos ABBA) para contar?
Estariam os protagonistas inicias, sobretudo os mais veteranos, dispostos a recuperar personagens que aparentemente tinham ficado “bem resolvidas” no primeiro filme?

Kudos para Ol Parker pelo trabalho. E também para Lily James.
O realizador e argumentista britânico estaria longe de ser a escolha mais óbvia para assumir as rédeas de tamanha empreitada mas o resultado final é deveras positivo e surpreendente. A desconfiança rapidamente se transforma em reconhecimento e daí em diante.
Quanto à jovem protagonista, pode parecer sacrilégio dizê-lo mas a dada altura ficamos com a clara sensação que Donna Sheridan é mais (d)ela do que propriamente de Meryl Streep. Naturalmente, o enredo seguido nesta sequela ajuda a essa análise mas o desprendimento que a jovem atriz inglesa demonstra ao longo do filme deixa a sua marca e promete catapultá-la para novos voos.

Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a concretizar o sonho da sua mãe de abrir um simpático hotel na ilha de todos os sonhos (e cantorias). Mas este é apenas um dos detalhes que a levam a compreender, in loco, o momento em que a sua mãe aguardava pelo seu nascimento. E enquanto vamos perceber um pouco melhor o que foi feito de Donna (Streep), Harry (Colin Firth), Bill (Stellan Skarsgård) e Sam (Pierce Brosnan), viajamos no tempo para o início da aventura (e das aventuras amorosas) de Donna (James), numa ilha com um encanto especial.

Para além da alegria, das paisagens, das músicas e das coreografias, o filme resulta em pleno, fruto da sagacidade com que Ol Parker e Richard Curtis construíram uma narrativa interessante e coerente (com o resto da história). Tendo presente o enredo original, ou mesmo sem saber de onde aquela malta toda apareceu, não deixamos de viver as suas alegrias e privações com considerável emoção.

Tal como escrevemos, na altura, a propósito de Mamma Mia!, o que o(s) destaca(m) da maioria dos filmes do género é precisamente a forma natural e harmoniosa com que se interligam os momentos musicais e a evolução da história. Parece tudo real… e só dá mesmo vontade de saltar da cadeira, cantar e dançar.

Muito bom, mesmo!

 

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Comments

  1. Eu amei o filme e tenho imensas teorias, só não as ponho aqui para me dizer o que acha que têm alguns spoilers. :p Para mim 5* Abraços

  2. Nem recebi e-mail de resposta, mas já enviei por mensagem no FB. Vou enviar por e-mail.

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