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“Assim Nasce Uma Estrela (A Star is Born)” de Bradley Cooper


Por regra, na altura de escrever as críticas. seguimos a ordem cronológica de visionamento dos filmes. Mas há exceções. Esta é uma dessas situações, plenamente justificáveis.

Que este A Star in Born estaria talhado para o mediatismo poucas dúvidas restariam mesmo antes de ele começar a ser rodado, mas a verdade é que o resultado final é de imensa qualidade.

Já aprofundamos à invejável qualidade das canções, ao surpreendente desempenho de Lady Gaga ou à solidez da realização de Bradley Cooper.

Pese embora os devidos louvores, o primeiro destaque vai para… Sam Elliot. O veterano ator tem um daqueles desempenhos “à antiga”. Uma personagem secundária riquíssima que apenas pontualmente surge em cena, mas SEMPRE com uma relevância narrativa e emocional bem acima da média. Um ator e um desempenho ímpares que merecem, pelo menos, a nomeação ao Oscar® de Melhor Ator Secundário! A primeira da sua carreira. Está lançada a corrida.

Mais do que a qualidade cinematográfica propriamente dita, fica na retina uma junção de elementos que compõem o que é hoje o entretenimento por excelência. Mistura de géneros e de artes, o filme tem o condão de agradar e atrair os públicos mais diversos. É um romance, um musical, um drama mas a dada altura uma feroz sátira (ou mesmo crítica expressa) social.

Há uma certa promiscuidade entre a história de vida de Stefani Joanne Angelina Germanotta e a sua Ally neste A Star is Born que tornam o vibrante desempenho de Lady Gaga num misto de expiação e de um surpreendente talento para a representação. Percebe-se na jovem cantora um à vontade bem superior para os momentos mais intensos do que propriamente para aqueles em que faz “de si própria”, o que deixa antever um futuro promissor para uma carreira (como atriz) que pareceria bastante improvável antes deste filme.
E depois há ainda um vozeirão incrível que ganha outra dimensão quando as músicas assume pleno destaque.

Curiosamente Bradley Cooper sente mais dificuldades em “despir” a sua imagem cinematográfica. O seu Jackson Maine não nos pareceu tão convincente mas, em contrapartida, a sua estreia atrás das câmaras promete ficar na retina (dos melhores do ano). Há uma doce nostalgia na forma de Cooper filmar a história de Jack e Ally que apenas não é perfeita devido a uma certa previsibilidade da história… ou não estivéssemos perante um argumento cuja primeira versão data de 1937.

A história da aspirante a cantora que encontra nos braços de um consagrado músico a inspiração e a força para assumir o seu sonho, não será, por maioria de razão, algo verdadeiramente inovador mas a nova roupagem desta versão 2018, é realmente acutilante, abrangente e emocionante.

É uma daquelas parcerias que tem tanto de improvável como de consistente. Podemos render-nos mais ou menos à história (e aos seus protagonistas) mas a emotividade que o filme transporta, essa é inegável e poderosa.

É um filme que tem inegavelmente áurea de “temporada dos prémios”. A ver vamos até onde (n)os leva!

Para já é um fantástico entretenimento.

 

 

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