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“Bohemian Rhapsody” de Bryan Singer

Do improvável realizador até ao improvável protagonista.
Nada mais apropriado para imortalizar na 7ª arte um artista tão peculiar quanto Freddie Mercury!

Comecemos, então, por Bryan Singer. Os mais novos talvez não terão presente que antes do seu pépiplo por X-Men (com 4 filmes em 16 anos) o realizador nova-iorquino tenha no seu currículo um dos grandes filmes do final do século passado. The Usual Suspects foi o seu cartão de visita, ainda que tenha esperado mais de 20 anos para voltar a assinar um filme digno de Oscars. E isso é dizer… tudo.

Rami Malek tem um daqueles papéis larger than life e o franzino californiano agarra o “boneco” com tamanha categoria que a vários momentos – especialmente em cima do palco – chegamos a duvidar tratar-se de imagens de arquivo ou de ficção. Se o rapaz tivesse emprestado a voz aos grandes êxitos da banda, os quatro outros nomeados estariam lá apenas para cumprir o formalismo. Os maneirismo, a intensidade, a alegria, coragem e descaramento. O talento, a magia e todas as excentricidades, são repercutidas na grande tela com uma autenticidade inquestionável.

O filme segue o seu rumo. O concerto do Live Aid, em 1985, assume-se como o seu imenso clímax, justificando, até, alguns atropelos cronológicos à História. Ficam naturalmente alguns histórias por contar – consta que algumas chegaram a ser filmadas, como a chegada de John Deacon à banda ou a origem do emblema da banda – mas a dada altura percebe-se, com alguma tristeza, que a intenção passou muito mais por homenagear o mito e lançar para o estrelato um ator igualmente peculiar, do que em fazer um cinema grandioso. Algo errático e desequilibrado, Bohemian Rhapsody é tudo coração e pouco razão. É para se sentir… e ouvir, sobretudo.

Com as emoções à flor da pele,  todos (ou pelo menos a larguíssima maioria) conhece o desenlace mas isso não retira um gota de emotividade ao filme. De valentes gargalhadas, à inevitável “irritação ocular”, Freddie tem o condão de continuar a fazer marcar a sua presença.

Seria injusto não destacar, igualmente, a semelhança visual dos restantes três atores que encarnam os papéis dos demais elementos dos QueenGwilym Lee (Brian May), Ben Hardy (Roger Taylor) e Joe Mazzello (John Deacon) são tão ou mais convincentes do que Malik… e com um tempo de antena bem inferior. Apetece dizer que os Queen estão vivos … ou que, pelo menos, a sua música continua atual, vibrante e universal.

Malek e Singer podem não ter sido as escolhas mais óbvias para protagonizar e realizar, respetivamente, este biopic mas o resultado final trata de garantir que o talento de ambos vai muito além de qualquer ideia preconcebida.

É um daqueles filmes obrigatórios de se ver, ouvir e sentir.
Isto é Cinema, também.

   

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