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Em Dezembro, nos cinemas…

Mais um ano que chega ao fim. Mas antes, temos ainda 9 10 filmes a merecer a nossa atenção dedicação!

Começamos o mês da forma como ele vai terminar, CREED II. Tão impensável para a minha geração (que cresceu a ver Rocky IV em VHS) ter ficado a saber que o primeiro Rocky – 10 anos antes – tinha ganho o Oscar de Melhor Filme (e outras duas estatuetas)… é, para a atual, ter visto Creed tornar-se num filme de eleição, ao ponto da sua sequela ser um dos grandes acontecimentos no ano. Sylvester Stallone e, porventura em maior medida, Michael B. Jordan são os principais responsáveis por essa expetativa. Os seus Rocky Balboa e Adonis Creed estão de volta para enfrentar demónios do passado… que é como quem diz Ivan Drago e o seu poderoso filho, Viktor Drago. Promete, realmente, ser um dos acontecimentos deste final de ano! E tudo indica que não deixa mesmo créditos por mãos alheias!!

Por falar em regressos quem também está de volta à 7ª arte é Mary Poppins, A britânica Emily Blunt assume o papel imortalizado por Julie Andrews (e que lhe valeu o Oscar de Melhor Atriz na sua estreia na 7ª arte), tendo a seu lado Lin-Manuel Miranda, Emily Mortimer, Ben Whishaw, Colin Firth, Dick Van Dyke e a magnânima Meryl Streep! Na cadeira de realizador Rob Marshall, nomeado para o Oscar de Melhor realizador por Chicago e um dos principais responsáveis pelo ressurgimento, neste século, dos musicais de Hollywood! Alegria, sorrisos, musica, dança e muita magia é o que MARY POPPINS RETURNS promete, para tornar ainda mais doce esta época natalícia!

E se estamos a falar de regressos, o que dizer do regresso de Ben? BEN IS BACK junta a talentosa (mas estranhamente ausente das nossas salas de cinema) Julia Roberts a Lucas Hedges, um rapaz que parece só saber entrar em filmes candidatos aos Oscars! Mãe e filho, reencontram-se em plena véspera de Natal, quando Ben regressa a casa, depois de um longo período de ausência. Viciado e capaz das maiores atrocidades mesmo para com a sua família, o jovem adolescente promete mudar mas nem sempre a compreensão, força e carinho de uma progenitora desesperada são suficientes para mudar/salvar vidas.

Por falar em poderosos papéis de grandes atrizes que tal COLETTE? Keira Knghitley volta às luzes da ribalta – e aos holofotes da temporada dos prémios – com o filme biográfico de Gabrielle Colette uma escritora que desafiou o seu tempo e espaço, numa altura em que as mulheres eram vistas meramente como “senhoras dos lar”. Paris, primórdios do século XX. O sucesso dos romances de Willy (nome artístico de Henry Gauthier-Villars) escondia um segredo inquestionável à altura. Era a sua esposa quem os escrevia. Enclausurada pelas amarras de uma era amplamente machista e preconceituosa, uma mulher irá desafiar costumes, normas e leis para fazer valer os seus direitos… e louvores. Wash Westmoreland (Still Alice) é o realizador desta história de superação e injustiça que promete catapultar a sua protagonista até à noite dos Oscars.

Que tal uma mudança radical de ares? Do drama histórico para os super-heróis! Do espaço, para as profundezas do mar? Se o DC Extended Universe parece (bem) entregue nas mãos de Wonder Woman (e da dupla, Patty JenkinsGal Gadot), há alguns anos que Arthur Curry desperta a (imensa) curiosidade dos fãs do cinema de entretenimento, fruto da dupla presença nos filmes Justice Leaque… e de largos meses de rodagem e pós-produção deste filme. Chega, finalmente, a hora da estreia a solo de Jason Momao neste AQUAMAN, às ordens de um surpreendente James Wan e com um elenco com nomes como Amber Heard, Nicole Kidman, Patrick Wilson ou Willem Dafoe. Espetáculo de efeitos especiais, uma estrela em ascensão e todo um Universo Cinemático em suspenso!

Por falar em franchises em suspenso, BUMBLEBEE. O primeiro filme da série Transformers sem a mão de Michael Bay, apostou tudo numa espécie de reboot-prequela-spin-off com uma áurea de nostalgia e inocência para tentar captar uma nova geração de espetadores. Travis Knight, que fez fama no cinema de animação, é o responsável atrás das câmaras enquanto a jovem Haille Steinfeld assume pleno protagonismo ao lado de John Cena e de um carocha amarelo com a voz do Dylan O’Brien. É uma das grandes incógnitas deste final de ano. Por um lado parece recuperar o espírito jovem e bem humorado do Transformers original mas ainda haverá mesmo espaço para mais robots a tentar destruir o nosso mundo?

Quem também merece uma “segunda” hipótese é Jennifer Lopez… ou, pelo menos, a sua Maya. Algo afastada dos cinemas há algum tempo (ou, pelo menos, sem a regularidade de outrora), a atriz-cantora-etc.-etc.-etc. de origem portorriquenha volta a protagonizar uma comédia-romântica sobre o efeito de uma pequena mentira na vida de uma mulher trabalhadora, dedicada e atenciosa. Como é seu hábito, Lopez faz-se acompanhar de gente com qualidade. Milo Ventimiglia (This is Us), Vanessa Hudgens e Leah Remini são os seus parceiros de aventura em SECOND ACT enquanto Peter Segal (50 FIrst Dates, Get Smart) é o realizador. NÃO HÁ COMÉDIAS-ROMÂNTICAS em quantidade e qualidade suficiente, nos nossos cinemas, por estes dias.

Final do ano é sinónimo de…? Natal! E este ano não há filme para toda a família mais característico do que SANTA & CIE. O filme francês de Alain Chabat, protagonizado e escrito pelo mesmo, é inegavelmente o filme de Natal deste ano… ou não acompanhasse as desventuras de um Pai Natal aflito, nas vésperas de carregar o seu trenó para distribuir as prendas por esse mundo fora. Audrey Tautou é outra das caras conhecidas num filme que promete encantar pequenos e graúdos e convencer até os mais sisudos da eterna magia do Natal. Ver para crer sonhar!?!? Num cinema perto de ti!

Fechamos o ano… e a antevisão com um das mais audaciosas propostas deste mês. O nome de Peter Jackson – mesmo que apenas como produtor e argumentista- é mais do que suficiente para elevar as expetativas em torno deste MORTAL ENGINES … até os pícaros. Adaptação do primeiro (de quatro) romance de Philip Reeve em torno de uma era em que as cidades têm rodas, o filme marca a estreia de Christian Rivers, um habitual colaborador de Jackson, atrás das câmaras. O conceito, o material já editado, e o histórico dos envolvidos promete o nascimento de uma nova saga de grande sucesso. Para a protagonizar, temos a islandesa Heral Hilmar, na prática uma perfeita desconhecida dos amantes da 7ª arte. Os condimentos estão todos lá. Falta apenas saber até onde Londres nos leva!!

NOTA: Já depois de publicado o artigo, recebemos confirmação da estreia de ROMA, o filme realizado e escrito pelo mexicano Alfonso Cuarón que promete aprofundar (ainda mais) o debate entre distribuidoras, salas de cinema, produtores e público em geral. Com estreia marcada no nosso país no dia 13 de Dezembro, em algumas salas selecionadas, e no dia 14 nos canais Netflix, esta produção do gigante do entretenimento em streaming (ou transferência de dados) tem vindo a ser considerado por muitos como o melhor filme de 2018. A questão é, até que ponto as produções da Netflix são considerados filmes ou “meramente” telefilmes? O Festival de Veneza, o New York Film Critics Circle Awards e o National Board of Review que o premiaram, parecem não ter dúvidas. Mas a questão está longe de ser consensual, ao ponto da própria Netflix ter permitido a sua estreia nas salas de cinema, antes de estrear nos seus serviços. De forma, por exemplo, a permitir-lhe ser nomeável para os Oscars da Academia.
Polémicas à parte, o filme do realizador de Gravity (pelo qual ganhou o Oscar de Melhor realizador) acompanha a vida de uma família mexicana ao longo de um ano das suas vidas. Filmado a preto e branco e com um forte pendor emocional, ou não contasse com alguns elementos autobiográficos da própria família do realizador, a ação do filme decorre no início da década de 70, na cidade natal do realizador, Cidade do México, e acompanha os dilemas uma família da classe média.

Creed II, O Regresso de Mary Poppins, O Ben Está de Volta, Colette, Aquaman, Bumblebee, Pai Natal & Co. e Engenhos Mortíferos são distribuídos pela NOS Audiovisuais.
Segundo Ato é distribuído pela Cinemundo.
ROMA é um filme Netflix.

       

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