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“O Ben Está de Volta (Ben is Back)” de Peter Hedges

Essa irritante sensação que Lucas Hedges só faz grandes filmes… confirma-se.

O jovem ator de Manchester by the Sea, Lady Bird, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri (e, muito em breve, Boy Erased) prossegue o seu percurso imaculado com mais um grande desempenho. Contido e certeiro, como é seu apanágio, o seu Ben – que dá título ao filme – é um filho, irmão, enteado, amigo e colega normalíssimo mas com uma história de vida bastamte periclitante. 

Lucas tem um imenso e risonho futuro pela sua frente, especialmente se continuar a fazer-se acompanhar de gente com o talento de Julia Roberts (ou Frances McDormand, ou Casey Affleck, ou Nicole Kidman). A famosa e adorável atriz tem andado algo arredada da 7ª arte, reduzindo drasticamente a sua presença nas salas de cinema para nossa profunda nostalgia. 

Mas, menos vezes não quer dizer com menor qualidade. A sua Holly Burns é uma Mãe, daquelas – acredito que como todas!! – que vai ao fim do mundo pelo(s) seu(s) filho(s). Se Ben is Back é um daqueles filmes que abre os olhos e os corações muito se deve ao desempenho da oscarizada atriz. É fácil sentir o que ela sente, pensar o que ela pensa, temer como ela teme.

Em plena véspera de Natal, Ben (Hedges) surge de surpresa em casa. A mãe (Roberts) e os 3 irmãos recebem-nos com distinta emoção. O padrasto (Courtney B. Vance) apenas com uma forte desconfiança. Ben pode parecer um rapaz normal mas o seu passado ligado ao tráfico de droga e o seu corrente internamento para desintoxicação torna-o numa figura reconhecida no seu meio social e amplamente desprezada. Durante 24h, Ben tentará corrigir os seus erros, mas o seu passado rapidamente irá fazer-se notar… 

É, de facto, um filme poderoso, revelador e impressionante. Qualquer mãe (e pai) sentirá o argumento de Peter Hedges de forma bem contundente. Não há nada de muito transcendente ou surpreendente, apenas a noção que ninguém está imune.

Curiosamente, o único senão é mesmo a preocupação do filme em se manter bastante suave. A temática é forte e desconfortável q.b., porém, visualmente, a opção passou sempre por uma imagem bem mais clean e adocicada do que seria expectável, ou desejável.

É realmente de cortar a respiração mas fica a plena sensação que podia ser bem mais visceral e desafiante.

E dessa forma almejar a outros voos.

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