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“John Wick 3 – Implacável (John Wick – Chapter 3: Parabellum)” de Chad Stahelski

É do melhor que se faz, por estes dias, em termos de cinema de ação!

John Wick 3 é exatamente aquilo que os seus fãs (mais acérrimos) esperariam que fosse. Ação do início ao fim. E de extrema qualidade.

O senão, temos de o reconhecer, é que fica a clara sensação que a história – ou arco narrativo como é moda designar-se agora – pouco ou nada avançou. Fica a clara sensação que acabamos exatamente onde começámos… com a diferença, apenas, que o sentido de urgência não será, desta vez, o mesmo.

Pois bem, se há algo que não se pode apontar a este terceiro capítulo é a sua falta de coerência ou de continuidade com o seu antecessor. Desde o primeiro segundo somos transportados para os instantes finais do Chapter 2, e durante a primeira meia-hora não é fácil encontrar um segundo para respirar.

O segundo ato, dedicado à evolução narrativa, segue a duas velocidades. Se por um lado John muda de cenário, de rumo e de companhia e adensa o enredo em torno da mítica sociedade que dita as leis neste universo de assassinos a soldo. Por outro, em Nova Iorque, a saga segue um padrão mais consistente com o seu legado, ao mesmo tempo que define novas alianças e aprofunda um conjunto de personagens secundárias determinantes no futuro próximo do franchise.

Até que voltamos para o terceiro ato… e ao lado mais tradicional de John Wick. Ação de grande intensidade e qualidade, recheada com um humor corrosivo e algumas experiências visuais.

Keanu Reeves parece realmente talhado para este tipo de papéis. Speed (no longínquo ano de 1994) e, sobretudo as sagas Matrix e John Wick, confirmaram o talento do ator nascido no Libano para o cinema de ação e aventura.

John Wick tem o condão de ser mais rude e visceral do que os anteriores mas, assim, mais autêntico e desafiante. No fundo recupera para o cinema de ação o conceito de verosimilhança que deu origem à nova geração de adaptações de super-heróis para o cinema.
Essa proximidade com a realidade – que neste terceiro capítulo inclui perseguições a cavalo ou alguns cenários míticos da cinematografia nova-iorquina como a Grand Central Terminal – atrai e agrada aos espetadores, transportando-os rapidamente para o centro da ação

O Tendão de Aquiles do cinema de Chad Stahelski, continua a ser o enredo que avança lentamente e de forma algo duvidosa. O bom da questão é que há ainda muito para contar e, dúvidas houvesse, a equipa de produção da saga já fez questão de adiantar que o Chapter 4 está (mais do que) previsto para 2021.

Esperemos apenas que, para além do fantástico trabalho de coreografia e criatividade nas cenas de ação, haja talento e determinação para avançar a história para idêntico nível de qualidade.

Até lá, John Wick e Keanu Reeves continuam em grande forma. Falta apenas que Chad Stahelski não deixe o seu crédito por mãos alheias… ou se o deixar, que seja para alguém que consiga juntar o que de melhor a saga nos trouxe em termos de ação com um adensar do enredo.

A High Table que se cuide.
John Wick is coming… 4 you!

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