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“Sai de Baixo – O Filme” de Cris D’Amato

Foi tão bom… voltar atrás no tempo.

Não foi só aquela calorosa sensação de nostalgia mas, bem mais, o conforto de perder a noção do tempo e do espaço durante quase 1h30.

Deixamos de estar em frente na TV e/ou da sala de teatro, para estar no escurinho da sala de cinema, onde tudo é possível e onde os sentidos podem ser reeducados. Mas, acima de tudo, viajamos no tempo, para uma era diferente, onde eramos todos mais jovens, mais livres, mais sonhadores. Nós… e eles.

Miguel Falabella, Marisa Orth, Tom Cavalcante, Aracy Balabanian e Luís Gustavo, estão de regresso, mais de 20 anos depois do início da série. Para além do humor refinado e popular, o grande segredo da série resultava no seu formato de gravação. Num teatro paulista, perante uma audiência ao vivo, os episódios eram gravados por entre lapsos, improvisos e constantes quebras da mítica quarta barreira (i.e, quando os atores interagem com o público).

Curiosamente, ao invés de seguir o modelo tradicional, O Filme, opta por aproveitar a estrutura cinematográfica para alargar horizontes e aventurar-se em alguns cenários exteriores. Mesmo assim, o apartamento do Arouche continua o ser o epicentro da trama, permitindo matar saudades desse “palco” mítico.

Se em termos de química e nostalgia, a versão cinematográfica cumpre em pleno a sua função, já como filme propriamente dito, Sai de Baixo sente extrema dificuldade em manter o espírito e a qualidade da série. Percebe-se o esforço de Falabella (no papel de rgumentista) em recuperar muitos dos pontos altos que a tornaram célebre, mas a linguagem do cinema obrigaria a um enredo mais consistente e desafiante.

Talvez seja demasiado inocente esperar algo tão transcendente para uma série que imperava pela simplicidade e desbragamento. Qualquer fã da série (mais ou menos acérrimo) poderia esperar muita coisa desta versão cinematográfica, mas eloquência narrativa seria uma das últimas.

Valeu pela experiência, pela saudade, pela nostalgia.
Mesmo que tenha sabido a pouco… e se tenha esvaído sem acrescentar (muito) ao legado,

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