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“ANИA – Assassina Profissional” de Luc Besson

Existem atualmente dois tipos de filmes à escala mundial. Os filme da omnipresente Disney e das suas filiais, como a Pixar, a Marvel, Star Wars ou o recentemente adquirido catálogo da Fox, e os outros, que se digladiam por um bocadinho da atenção que resta e que para o fazer apostam em choques anafiláticos de violência, terror ou comoção.

É pois, na presença deste cenário, que um reputado realizador (argumentista e produtor) francês, de seu nome Luc Besson, arrisca num thriller inteligente, com detalhes de Guerra Fria, Haute Couture e empowerment feminino!

Mistura de Red Sparrow, John Wick e Lucy (do próprio Besson), Anna tem a sua própria identidade, fruto, sobretudo, de um argumento inteligente, desafiante e recheado de pequenas surpresas. Um dos elementos é a forma como o argumento joga com a noção temporal da história relevando detalhes fundamentais a cada recuo na história. Esta estrutura narrativa, tão familiar a cineastas como Tarantino ou Wes Anderson, funciona com precisão no crescendo de intensidade do filme… e na forma como gere o seu clímax.

E é de tudo injusto não o apreciar. Sasha Luss, a jovem modela transformada atriz é, por essa razão, uma escolha surpreendente mas lógica. Depois de surgir num papel secundário no anterior filme de Besson, Valerian and the City of a Thousand Planets, a modelo russa agarra como pode e sabe, o papel da protagonista que dá título ao filme. Curiosamente, essa inexperiência acaba por funcionar relativamente bem na construção da sua personagem, fazendo mais de bem do que de mal pelo filme.

Mas recuemos um pouco. Uma jovem russa é recrutada para uma agência de modelos internacional, por um reputado caçador de talentos. Num ápice, Anna vê a sua vida transformar-se por completo, de um mercado tradicional moscovita para a alta-roda da moda internacional. Ou pelo menos assim começa o filme. Assassina profissional, espiã, modelo, mulher. Anna não é uma mulher comum, tal como a sua história.

Realce obrigatório, evidentemente, para o trio de atores de créditos firmados que acompanha a jovem estreante. Helen Mirren, Luke Evans e Cillian Murphy têm, cada um, os seus momentos ao longo do filme, e ajudam a dar credibilidade e autenticidade ao argumento do filme e ao desempenho da sua protagonista.

No fundo, é essa mistura de novidade e passado que acaba por resultar em pleno, potenciando um filme de ação bastante emotivo e inteligente.

Para ver, no cinema.

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