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“Ready or Not – O Ritual” de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett

Se é realmente isto o que de melhor o cinema de suspense e terror mais “ligeiro” tem para oferecer por estes dias, então é pouco!

O filme vale, sobretudo, pela premissa fantástica que apresenta mas que é explorada de forma modesta e demasiado contida. Por incrível que pareça o filme tem o condão de justificar com mestria como chegamos até aqui, mas está longe do “poder de fogo” e determinação que o trailer deixava antever.

Samara Weaving é uma esforçada e dedicada protagonista mesmo que fique a clara sensação que a jovem atriz australiana tinha muito mais para dar – especialmente depois de termos presente o que ela fez em The Babysitter.

O ar inocente da sua Grace parece ser a presa ideal para os Le Domas, mas por detrás do ar angelical de noiva entusiasmada, há uma mulher feroz… q.b..
Ficamos a segunda parte do filme à espera que ele(a) se transforme, que nos surpreenda, que acrescente algo a um género que tem de valer mais do que repetir as mesmas fórmulas. Mas, para além da última cena, pouco mais (de realmente cativante) acontece.

Confinado à majestosa mansão onde decorre o casamento e demais ação, a sensação de claustrofobia é inevitável e muito bem aproveitada. Dentro dessas 4 paredes, o filme faz pleno sentido, por muito estranho que possa parecer uma família a jogar às escondidas de revólver, besta, arco e flecha, machado e caçadeira em punho. Já nos breves momentos que se aventura para lá dos portões, o filme perde fulgor, sentido e objetividade.

Depois de um casamento algo sisudo, Grace (Weaving) e o seu marido são chamados para um serão em família. A jovem só não estava à espera que o mesmo incluísse um jogo das “escondidas” em que o objetivo passava por… matá-la!

Adam Brody, Andie MacDowell e caras menos conhecidas como Mark O’Brien, Henry Czerny, Elyse Levesque ou Nicky Guadagni, no peculiar papel da tia Helene, concedem ao filme um misto de familiaridade e estranheza que torna o rumo do filme totalmente imprevisível.

E na prática, é esse o grande trunfo do filme. Um elenco bastante homogéneo e competentíssimo que mantém o enredo altamente imprevisível.

Só não somos assim grandes fãs de como as coisas correm. Só isso.

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