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“The Gentlemen – Senhores do Crime” de Guy Ritchie

Que bela maneira de começar 2020!

Bem, na verdade já estamos quase em março, mas The Gentlemen é, seguramentente, o primeiro grande filme deste ano.

Depois das incursões por outros géneros (mais comerciais) como a sua (dupla) versão de Sherlock Holmes e o mais recente Aladdin, Guy Ritchie volta ao seu ambiente predileto. Imagem de marca do seu início de carreira e, indiscutivelmente, o género onde melhor se movimenta, o realizador britânico assina um virtuoso e poderoso gangster britânico, como só ele sabe fazer.

Violento, inteligente e com o mordaz humor britânico, Ritchie volta a abanar, sem misturar. Sério quando precisa de ser, mais descontraído quando se adequa, The Gentlemen é um daqueles filmes que nos surpreende do primeiro ao último minuto.

Qual Hansel & Gretel, vamos apanhando as migalhas uma a uma, e desfrutando de cada momento. Umas vezes mais viris, outras mais descontraídas, o filme conduz-nos por entre um enredo pensado ao milímetro para nos entreter. E se não é menos verdade que o elenco, de McConaughey, a Dockery, de Grant a Hunnam, de Farrell a Golding, de Strong a Marsen, cumpre com elevada nota artística o seu papel, o principal mérito irá, naturalmente, para o brilhante trabalho do realizador.

Ao fim de pouco mais de 2 minutos já sabemos ao que vimos. De rompante, o filme abre as hostilidades de forma bastante contundente e não abranda um segundo, daí em diante.
Mickey Pearson (McConaughey) montou um império de produção e distribuição de marijuana em terras de Sua Majestade, mas o americano sente que está na hora de se reformar e vender o negócio. Pretendentes à compra não faltam, mas a velhinha Lei de Murphyse algo pode correr mal, ocorrerá mal – é impiedosa!

O filme segue e nós seguimos atrás dele, ávidos por mais, e cientes que só vamos ter aquilo que o realizador nos quiser dar. Nomeadamente, grandes desempenhos, uma história muito bem construída, inteligente e recheada de preciosidades, uma dinâmica e variedade de cenários invejável e a certeza que estamos perante uma obra de altíssima qualidade.

E depois de tudo isto, ainda temos direito a Boxes of Bush. Assim, fica difícil pedir (e receber) mais!

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