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“Bad Boys Para Sempre (Bad Boys For Life)” de Adil El Arbi e Bilall Fallah

Se há filme apropriado para a atual situação, é ESTE!

25 (sim, vinte e cinco!) anos depois de Michael Bay e a dupla Smith-Lawrence terem revolucionado os buddy cop movies com um filme explosivo que misturava ação, humor e uma cumplicidade incrível entre os seus protagonistas, eles estão de volta! Bem, pelo menos, os dois protagonistas.

Pelo meio, tivemos uma sequela algo enfadonha, mas que de forma alguma tira brilho à série, nem, muito menos, expetativa a este 3º capítulo.
E esse é o principal feito deste Bad Boys for Life, a capacidade de concretizar (e superar!?) as expetativas acumuladas ao longo de 25(!!) anos.

O mundo está inevitavelmente diferente, mas Mike Lowrey e (um mais rechonchudinho) Marcus Burnett continuam a ter muita “pinta”! Uma cumplicidade que resiste ao teste do tempo, das perspetivas de vida e da própria vida em si. Eles estão de volta, melhores do que nunca, para (pelo menos) mais um caso bem complicado!

Mike (Smith) continua empenhado em salvar o mundo. Já Marcus (Lawrence) procura uma forma airosa de dar início a uma nova etapa na sua vida, a reforma. O desejo de ambos acaba por coincidir, da forma mais imprevisível possível. E se Mike, acaba por unir esforços a um grupo especial de polícias, Marcus acabará por responder ao apelo do seu amigo para a vida. E o inimigo não é flor que se cheire. Um barão da droga, com uma motivação muito pessoal!

Mais do que o enredo em si. Bem estruturado e ritmado, interessa destacar o ar fresco que se sente em Miami. Bay cedeu a cadeira de realizador à improvável dupla belga, e por muita arriscada que a aposta tenha sido, o resultado é deveras positivo. Bem humorado, intenso, tecnológico e coerente, o filme nunca nos deixa realmente parar para pensar, mesmo com uma cena final que esteticamente deixa algo a desejar… especialmente tendo em consideração o cuidado revelado ao longo de 2h de cinema de ação de qualidade.

Não é só um apelo nostálgico às gerações mais experientes, é, também, um filme atual que recupera o que de melhor teve o filme original e reaviva uma saga que tem tudo para perdurar. Assim Smith e Lawrence o desejem.

E, aparentemente, já há mote para o próximo filme.
Oxalá!

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