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“Birds of Prey (e a Fantabulástica Emancipação de uma Harley Quinn [Birds of Prey (And the Fantabulous Emancipation of one Harley Quinn)]” de Cathy Yan

Depois do fantástico sucesso de público e crítica alcançado por Joker, a DC Comics/Warner Bros apostaram tudo no lado mais arrojado e tresloucado de Harley Quinn e o seu gang de justiceiras.

A intenção era das melhores. O resultado final, nem por isso.

Robbie Margot tem toda a liberdade para construir a SUA Harley Quinn, mas para lá dessa rebeldia contagiante, sobra muito pouco. As suas companheiras, revelam-se meros artigos de decoração e o vilão – sempre a velha máxima que um filme de super-heróis e tão bom quanto o seu vilão – é fraco, desinteressante e obtuso.

Ewan McGregor ainda deve estar a pensar no que por lá andou a fazer. O seu Roman Sionis ainda tem alguns apontamentos (de loucura, sobretudo), mas o seu Black Mask é totalmente vazio de qualquer relevância. E sem um contraponto minimamente interessante, Harley Quinn parece apenas uma “maluquinha” sem rumo!

No papel, a história teria os seus méritos. Uma protagonista em plena forma e fama. Um conjunto de BFF’s diversificado. E a liberdade para ser violento, louco e desafiador. Mas, ir além nem sempre é sinónimo de qualidade, reconhecimento ou sucesso.

Harley (Robbie) está cansada de viver sobre a sombra protetora do seu eterno namorado. O seu relacionamento com o Joker é assunto passado, mas, e ela irá descobri-lo da pior maneira, era essa sombra que a protegia dos seus excessos, desvarios e impulsos. Seja com os bandidos, seja com a autoridade.
Esta nova fase da sua vida não irá começar da melhor forma, mas quando uma série de acasos a junta a um quarteto de mulheres a contas com os mesmos dilemas (e mais alguns!), a união não só fará a força, como será a sua única forma de sobrevivência.

Há alguns momentos que seguramente ficarão na retina. Sejamos honestos, NINGUÉM (para além de Harley Quinn) tem uma hiena como animal de companhia.
Mas a câmara de horrores onde o filme termina é sintomática do seu desacerto. Aquilo que começa por ter piada, torna-se sensaborão e esfuma-se por um entre um denso nevoeiro.

Margot Robbie pode ter garantido a emancipação da sua Harley… mas duvido que Rosie Perez, Mary Elizabeth Winstead ou Jurnee Smollett-BellMontoya, The Huntress e Black Canary, respetivamente – tenham encontrado o mínimo de conforto… ou perspetivas de futuro (para as suas personagens!).

A ideia era boa. O resultado final, nem tanto.

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