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“Correr por um Sonho (Ride Like a Girl)” de Rachel Griffiths

A História é realmente cativante. Teresa Palmer faz a sua melhor representação de Michelle Payne. Ainda assim, o melhor do filme são mesmo as imagens de arquivo.

Nada de verdadeiramente dececionante a apontar ao filme de Rachel Griffiths, apenas a constatação que a realidade supera a ficção.
Curiosamente é, muitas vezes, um defeito que se aponta ao cinema norte-americano – i.e. a capacidade de tornar uma história banal, num feito extraordinário – mas, quando vemos o reverso da medalha, fica a clara ideia que uma pitada de entusiasmo exagerado não faz mal a ninguém nenhum filme!

Oriunda de uma família de jockeys, Michelle (Palmer) foi durante muito tempo apenas mais uma da família. A larga maioria dos seus irmãos… e irmãs chegaram a ser profissionais, mas sendo dos mais novos, Michelle teve de lutar mais e durante mais tempo para seguir o seu sonho. Até ao dia em que…

Teresa Palmer faz o seu trabalho, na medida que sabe e que consegue. Com um misto de elegância e rudez, a sua Michelle Payne parece realmente autêntica e fiel à verdadeira. Mas, a verdade, é que ao vermos as imagens reais a intensidade da história ganha outra dimensão. Não há nada de artificial ou desonesto na interpretação da atriz australiana, mas o filme tem uma inegável dificuldade em valorizar as suas virtudes e, sobretudo, em engrandecer o feito da jovem jockey.

Neste capítulo Sam Neill tem bem mais sorte. O veterano ator australiano, tem a possibilidade de criar o seu Paddy Payne – pai viúvo de 10 filhos – sem o constrangimento da imagem pública que o mítico treinador de cavalos (e jockeys) possa ter. Aliás a sua ambiguidade e ambivalência acabam por ser o foco central da história, para lá da componente desportiva e social que Michelle Payne representa. Um desempenho seguro que acompanha com competência o evoluir da história.

Por esta altura, o desenlace da história já será conhecido da maioria, porém independentemente disso, Ride Like a Girl é uma ótima desculpa para ir ao cinema e conhecer uma bela e inspiradora história.

Mais não seja porque o Cinema também é cultura… geral.

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