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“Postais Mortíferos (The Postcard Killings)” de Danis Tanović

Ao sair da sala, uma ideia destacava-se na minha cabeça. A obra escrita a meias por Liza Marklund e James Patterson deve ser um livro de eleição.

Porquê?
Não é assim tão difícil de explicar. O conceito fundamental é realmente vibrante. Os assassinatos aleatórios, macabros, mas artísticos. O mistério em torno dos seus autores e das vítimas. Um pai destroçado em busca de respostas.

E o resumo não consegue recuperar totalmente o apelo do filme de Danis Tanović produz, especialmente durante os dois primeiros atos. O argumento envolve, choca e surpreende. Sentimos Se7en, sentimos Angels & Demons e sentimos, inexplicavelmente, aquele filme de amigos, rodado num final de tarde de nevão.

O final é fraquinho, não há como esconder. Nem é tanto o desenlace em si, mas a forma como ele acontece. Sem coerência, talento ou gosto. Não parece o mesmo filme. E é uma pena, porque Jeffrey Dean Morgan fez tudo que estava ao seu alcance para não desiludir.

O ator (de TV) vai tentando a sua sorte no grande ecrã, mas há sempre algo ou alguém que o compromete. Fica a intenção e o carisma. O ator de The Walking Dead e Supernatural cumpre a sua parte. Partilhamos a dor e, sobretudo, a sua busca incessante, ao ponto do de carregar o filme de fio a pavio.

Para o bem e para o mal, a adaptação tenta pegar em muitas das histórias que seguramente o livro aborda com outro detalhe. A parte da história nos EUA, o passado dos protagonistas ou as diferentes equipas de investigação envolvidas.

Fica, mais uma vez, a ideia de uma grande história. E, como é mais habitual do que o que gostaríamos de admitir, as limitações da 7ª arte em transformar grandes romances em filmes completos.

Foi pena. Há ali material para ir mais além.
Mas vê-se bem!

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