Passatempos Online

Home » Estreias » “Greenland – O Último Refúgio” de Ric Roman Waugh

“Greenland – O Último Refúgio” de Ric Roman Waugh

Há muito tempo que não se via um filme-catástrofe com tanto coração.

O trailer deixava bem claro que a catástrofe estava eminente, mas escondia de forma hábil e ternurenta, o drama familiar que o acompanha.

Essa emotividade transmite à obra de Ric Roman Waugh um realismo pouco comum neste género de filmes. Habitualmente encarados como algo distante e sobretudo como uma mera fonte de entretenimento, apesar do seu algum rigor científico.

Desta vez, a história dá-nos algo diferente, para lá do fim do mundo.
Pode-se sempre argumentar que é apenas um subterfúgio para prender o espetador. Mas dos bons! A família lida com o dilema do asteroide de forma bem distinta, e esse é o grande trunfo do filme.

Aquilo que todos julgavam ser apenas mais um evento astrofísico, acaba por revelar-se uma situação inesperada e impreparada para a família Garrity e para todos os habitantes do Planeta. E quando, o fim do mundo como o conhecemos começa a ser bem mais uma certeza do que um mito, John (Gerard Butler), Allison (Morena Baccarin) e o pequeno Nathan (Roger Dale Floyd) serão confrontados com a maior decisão da suas vidas.

Entre o totalmente inesperado e o previsível, o filme consegue agradar a gregos e troianos, construindo uma narrativa inteligente e minimamente coerente para o género. E prende, como poucos.
É verdade que o que queremos realmente ver é o destino da humanidade, mas o que queremos realmente sentir é o que acontece àquela família!

Greenland parecia, à partida, o último refúgio onde quereríamos estar durante estes tempos conturbados, mas, a verdade, é que o filme vai muito além da catástrofe global. Questiona o que realmente importa, em cada um de nós, dos nossos, de quem nos é mais próximo. E essa viagem introspetiva não poderia ser mais necessária.

Foi bem melhor do que o que estávamos à espera.
Não sei se, por estes dias, isso quer dizer muito, mas a sensação de reconforto naquele momento em que nos levantamos da cadeira para sair da sala é… impagável.

A não perder!

Leave a Reply

%d bloggers like this: