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“O Guarda-Costas e a Mulher do Assassino (Hitman’s Wife’s Bodyguard)” de Patrick Hughes

Esta sequela não é muito mais do que a oportunidade de ver Ryan Reynolds, Samuel L. Jackson e Salma Hayek a fazer deles próprios – vá lá, do seu alter-ego artístico – e nós não temos o que reclamar!

O enredo é simples, singelo e mais frágil do que Mr Glass em Unbreakable, mas no final acabamos por perceber que não era mais do que uma desculpa para nos entreter e divertir durante mais de 1h30.

A tripla, daquelas em que se pode apostar de olhos fechados, é do mais competente que se pode imaginar. Solidários, cúmplices e com um ego do tamanho dos seus corações, eles dão tudo em prol do resultado final. E mesmo que fiquemos com a nítida sensação que nada de especial aconteceu, ficamos com a certeza que foi bom. Muito bom!

Depois dos eventos traumáticos do primeiro filme, Michael Bryce (Reynolds) tem sentido tremendas dificuldades em voltar a encontrar tranquilidade e é precisamente quando parece ter encontrado alguma paz interior que Sofia (Hayek) lhe entra por dentro das suas idílicas férias e o “obriga” a resgatar Kincaid (Jackson) das mãos de um qualquer traficante de vão de escada.
Mas, como não podia deixar de ser, o trio vê-se arrastado para um maquiavélico esquema perpetuado pelo pouco recomendável Aristotle Papdopolous (António Banderas).
O futuro e a paz mundial estão novamente dependentes dos dotes de guarda-costas de Michael Bryce, mas ele não está propriamente preparado para lidar com tamanha responsabilidade.

Por entre alguma violência gratuita – aqui e ali desnecessária – e um sem número de imbecilidades vamos rindo até chorar. Há uma linguagem muito própria que nos prende a estes malucos e acabamos por sentir a sua falta, mal saímos da sala de cinema.

O filme é, em si, um enorme engodo para nos divertir. Sem outro propóstico ou objetivo, vale tudo para consegui-lo. Mas quase sempre com critério, animo reforçado e paixão.

Com um pouco de esforço e dedicação – ou seja, com um argumento – a trilogia pode ter um final em grande! Com mais humor, ação e “drama”. Basta encontrar alguém com o mínimo de talento para unir as pontas e deixá-los voar!

Cá estaremos para aplaudir esse momento. E Rir. Muito!

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