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“Dei-te o Melhor de Mim (The Best of Me)” de Michael Hoffman


Confesso o meu profundo apreço pela narrativa de Nicholas Sparks, com especial incidência para as suas obras mais antigas (ou que chegaram à 7ª arte mais cedo) casos de Message in a Bottle, The Notebook ou Nights in Rodanthe.

Nos últimos anos, em função do fenómeno mundial que o escritor se tornou, a sua obra tem sido incessantemente transposta para o cinema e a cada nova publicação, nova estreia nos aguarda no cinema.
Podíamos alegar que não há uma triagem honesta das histórias com dimensão suficiente para ser retratada no grande ecrã, que se tem verificado uma descida da idade média dos protagonistas… e consequentemente dos atores que lhes dão vida ou que o sucesso ‘garantindo’ tem resultado numa certa preguiça na produção das suas adaptações. Podíamos mas não o vamos fazer!

O verdadeiro motivo que nos deixa com um sabor amargo na boca ao ver este The Best of Me é, mesmo, o “efeito Nicholas Sparks“. Ou seja, aquela noção que o romance nasce, cresce e a dada altura acontece algo que os irá separar para sempre… ou, mais raramente, uni-los mais do que nunca. Com isso, e por mais contraditório que possa parecer, ao contrário de aumentar a expetativa relativamente ao desenlace, acabamos por nos desinteressar do filme, “optando” por aguardar indiferentemente pelo tal momento dramático.

Neste The Best of Me, o momento é louvável até, tanto cinematograficamente como, imagino, para quem teve o prazer de ler o romance. Recheado de pequenas nuances e subtilezas que fazem plena justiça ao talento do escritor, nada a apontar ao desenlace. Mesmo que, por essa altura, as defesas já estão no auge e o “tiro” acabe por passar ao lado, por assim dizer.

Amanda (Liana Liberato) e Dawson (Luke Bracey) vêm de dois mundos totalmente distintos. Ela de vastas posses, ele de uma família bastante conflituosa e, no máximo, remediada. Mas, como é inevitável, os opostos atraem-se e os dois entregam-se numa bela relação, contrariando todas as previsões.
20 anos mais tarde, encontramos os 2 – Michelle Monaghan e James Marsden, respetivamente. Cada um vive a sua vida, até que uma notícia do seu passado (em comum) os voltará a juntar… na mesma sala. E isso é apenas o (re)começo.

A história é bonita, o antes e o depois combinam com precisão (mesmo que seja difícil perspetivar as semelhanças físicas entre Marsden e Bracey) e conseguimos identificar-nos com as suas dúvidas e certezas. O romance é, realmente, cativante e reconfortante… como só Sparks sabe-o descrever.

Talvez seja implicação. Talvez seja visão.
De qualquer das formas, não encantou.

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