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“Stronger – Força de Viver” de David Gordon Green


Não foi uma grande semana no cinema… contra todas as expetativas.
Depois de Brad’s Status, também este Stronger não cumpriu os seus desígnios.

Cada um à sua maneira e a níveis plenamente distintos, foi com um acentuado amargo de boca que encerramos esta semana cinematográfica.

No que a Stronger diz respeito, e por mais estranho que possa parecer perante um filme baseado numa contundente história real, fica a sensação que lhe faltou… emoção!

A incrível história de sobrevivência, perseverança e simbolismo de Jeff Bauman (Jake Gyllenhaal), uma das vítimas do atentado da maratona de Boston, em 2013, teria tudo para comover e desarma até o mais sisudo dos espetadores mas fica-se, no entanto, por um retrato difuso de um homem – e da sua família – que tem tanto de peculiar como de heróico.

No dia 15 de Abril de 2013, Jeff era um dos muitos milhares que acompanhavam a mítica maratona. Bem perto da linha de meta, o jovem natural de Boston perdeu ambas as pernas quando as bombas rebentaram nessa fatídica manhã. A dor, o seu trauma, as suas complicadas relações familiares, a sua insegurança e contribuição para o desenlace do atentado, marcaram para sempre o denominado Boston Strong. Mas por detrás da “fachada” a história é bem mais fria e crua.

Naturalmente que a temática per si já seria algo deprimente mas a verdade por detrás da cortina é ainda mais confusa e desconcertante. David Gordon Green assume a responsabilidade de seguir a História e de a contar tal como ela foi mas no emaranhado de intrigas e avanços e recuos acabamos por perder o interesse.

Jake acaba por ser o principal prejudicado. O seu desempenho é altamente louvável e meritório mas sem uma estrutura que o sustente, acaba por se confundir com o próprio espírito do filme. A história de vida de Jeff pós-atentados parece ser realmente marcante mas o seu longo período de instabilidade (emocional e familiar) acaba por afastar-nos do cerne da questão.

Fica a ideia que havia algo transcendente para contar mas sem um fio condutor, mesmo os momentos mais marcantes (como a cerimónia em Fenway Park) ou o forma como superou as suas limitações acabam por ser toldadas pela preocupação em fazer acompanhar Jeff da sua família (e amigos) altamente disfuncional.

Dito isto, não sei se será suficiente para a almejada nomeação. Infelizmente.

  

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