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“Star Wars: A Ascensão de Skywalker (The Rise of Skywalker)” de J. J. Abrams

Continuo plenamente convencido que The Last Jedi é, efetivamente, o melhor filme desta terceira trilogia!

Pode não ter sido perfeito, mas foi, decididamente, o único a ir além da saga Star Wars, a arriscar por novos mundos, a construir novas possibilidade, a inovar verdadeiramente no estilo visual de uma saga com um legado tremendo mas, evidentemente, a necessitar de novas ideias.

J. J. Abrams jogou pelo seguro, limitando-se na maior parte do tempo a recauchutar velhos métodos da saga (tal como tinha feito em The Force Awakens), numa tentativa para agradar a gregos e troianos. Perdeu-se, assim, uma oportunidade de ouro para fazer algo memorável. De qualquer forma, a nossa profunda admiração pelo percurso de Abrams, apenas não conseguimos concordar com a sua visão para a mítica Star Wars.

Porquê? Sobretudo porque falta chama a este The Rise of Skywalker. Falta emoção, surpresa e, sobretudo, contundência. A história acaba por se rematar de forma competente – mesmo que a ausência física de Carrie Fisher tenha presumivelmente dificultado o plano inicial – deixando algumas pontas soltas, mas com o mínimo de coerência que se exige a um blockbuster nos nossos dias.

A verdadeira questão, é que não há nada de novo para nos deleitar. Rey, Kylo Ren, Finn e Poe continuam a percorrer a galáxia em busca de algo… que nem eles próprios percebem bem o que é. Há novos e velhos vilões, há novas e antigas personagens e há uma enorme lacuna em termos de carisma e paixão.

Podemos sentir empatia, mas não é fácil sentir aquele arrebatamento. Ao fim de 4 anos, Daisy Ridley e John Boyega já não dispõem daquele efeito novidade que tenta expetativa criou. O tempo não foi particularmente generoso com ambos (cinematograficamente falando) e mesmo as suas personagens em Star Wars não ajudam.
Sobra Adam Driver (e Oscar Isaac). Se o segundo continua o seu sólido percurso, o primeiro é muito provavelmente o ator do ano. Marriage Story, The Reporter e, em certa medida The Dead Don’t Die, confirmaram uma versatilidade e um talento enormes que são altamente subaproveitados em The Rise of Skywalker.

É o maior franchise da história do cinema, com milhares de ramificações e projetos alternativos. A saga Skywalker chegou ao fim e Abrams encarregou-se de confirmar que não havia mais por onde ir…. sem correr o risco de ferir suscetibilidades ou melindrar um imenso legado!

Isso não quer dizer que Star Wars não tenha um futuro brilhante pela frente. Aliás o mal-amado Rian Johnson (realizador de The Last Jedi ou, este ano, de Knives Out) foi incumbido de construir uma nova trilogia cinematográfica.

E se Abrams não se descurou em arrasar por completo todas as novidades introduzidas por ele em Star Wars (com a anuência dos produtores da saga), fica a clara sensação que essa sua visão terá um lugar próprio para ganhar vida, sem amarras, sem preconceitos, sem dogmas.

Até lá teremos The Rise of Skywalker para matar… saudades e confirmar o quão apaixonados somos por estas aventuras intergaláticas.

Mesmo que não tenha resultado totalmente como esperávamos.

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