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“After – Depois da Verdade (After We Collided)” de Roger Kumble

Por entre o muito que se tem dito a propósito desta sequela (de bom e de mau), há uma ideia que nos conforma a respeito do filme e, em última análise, da escrita da autora Anna Todd.

Com plena honestidade, nada de demasiado relevante mudou nos últimos 25 anos, nas fogosas relações amorosas da malta nova. Não utilizaria a expressão ipsis verbis mas, o filme retrata com hábil jovialidade e plena assertividade essa realidade… dos sempre conflituosos primeiros amores. Amor e ódio, dor e paixão, traição e juras de amor eterno. Quem nunca…?

Josephine Langford parece ligeiramente mais à vontade nesta sequela do que o seu parceiro de tela. A dualidade e naturalidade da sua Tessa ajuda, mas Hero Fiennes Tiffin, versão enfant terrible, faz um bom esforço para acompanhá-la.

A história que ficámos a conhecer em After evolui com mais naturalidade do que seria esperado, apesar de alguns momentos algo inverosímeis. A pensar, por exemplo, naquele primeiro e segundo dia de trabalho de Tessa. Mas, voltando ao que nos trouxe, o relacionamento dos dois jovens continua, como seria expectável, altamente conturbado e emocionante… ou emocional!

As dúvidas e o passado continuam a deixar a sua marca. Tessa tenta a todo o custo seguir o seu caminho, enquanto Hardin continua apostado em recuperar o seu amor. A meio caminho entre a emoção e a razão, os protagonistas vão-se tornando cada vez mais omnipresentes, assumindo pleno destaque. E, no fundo, é essa a razão para os espetadores (mais jovens) vão ao cinema. Vá lá, e algumas cenas mais picantes a lembrar que nem sempre é preciso uma sala vermelha, para aumentar a temperatura numa sala de cinema.

É cinema descontraído, jovem e meloso, com certeza! Sem grandes considerações artísticas, sejamos honestos, é entretenimento garantido.

Ah! E lembrem-me, por favor, para na próxima sequela (parece-me óbvio que, pelo menos teremos mais uma, muito em breve!) não deixar de assistir à antestreia. É que numa sala recheada de adolescente, onde se ouve um ui e um ai, por entre constantes risinhos nervosos e suspiros profundos, o filme tem outra graça.

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