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“Free Guy – Herói Improvável” de Shawn Levy

Ryan Reynolds é, por esta altura, um dos mais bem sucedidos atores da Indústria, com todo e qualquer filme que protagoniza a revelar-se um hit garantido!

Depois de Hitman’s Wife’s Bodyguard, o ator canadiano volta a divertir e entreter-nos de forma altamente satisfatória. E se na sequela de , Reynolds fazia-se acompanhar de comparsas de alto calibre, desta vez carrega o filme às costas, amparado apenas pelos constantes e certeiras piscadelas de olhos à cultura pop dos nossos dias. Com Grand Theft Auto ou Fortnite à cabeça.

São óbvias as ligações ao videojogo que revolucionou o mercado dos gamers, assim como a filmes marcantes como The Truman Show ou Wreck-it Ralph. Mas Free Guy tem Ryan Reynolds e isso quer dizer que todo e qualquer assuntos mais sério será rapidamente desconstruído por uma tirada sarcástica e gloriosamente bem humorada.

Depois de uma hora de puro entretenimento jovial e inconsequente, em que a sigla NPC (non-player character) ou “figurante de videojogo” entra forçosamente no vocabulário de todos nós, o filme esforçasse por encontrar uma raison d’être e por muito remotamente plausível que possa parecer, a verdade é que a história resulta muito bem, ao ponto de tornar a sequela quase obrigatória. Não só pelas saudades que o filme deixa, mas também, pelo imenso arsenal de oportunidades por explorar.

Guy (Reynols) tem uma vida pacata, controlada e certinha. O seu dia-a-dia é composto irremediavelmente por um “Medium coffee, cream, two sugars“, pelo seu melhor amigo, Buddy (Lil Rel Howery), e pelo inevitável e aborrecidamente bem sucedido assalto à agência bancária onde trabalha. Até que um dia, Guy decide experimentar outra rotina.

A catapulta de consequências tanto dramáticas, como humorísticas que daí resultam é um prazer de assistir. Rimos e vibramos como desalmados, ao ponto de nos perdemos entre Free City e o “mundo real”. Mas, e aqui reside o sucesso e ambição do filme, há por detrás toda uma história com nexo e sentido que garante ao enredo uma “autenticidade” surpreendente.

Os blockbusters (de Verão) continuam a ser uma realidade sem paralelo. E quando há bom gosto e dois dedos de testa, fica claro o porquê do seu sucesso. Cinema simples, escorreito e divertido. A receita certa para bom entretenimento no escurinho do Cinema!

Resta-nos, agora, aguardar pelo(s) próximo(s) capítulo(s) com a confiança que só podemos esperar (ainda) mais e melhor. Palavra de Shawn Levy.

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