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“Dune – Duna (Dune: Part One)” de Denis Villeneuve

Não é fácil gerir as expetativas relativamente ao filme mais aguardado do ano.

Bem, pode parecer algo excessivo, mas para quem anda por esta andanças há tempo suficiente, sabe muito bem à quanto tempo se fala deste remake. E, para mais, quando a isto se juntou o talento, visão e curriculum de Denis Villeneuve e um elenco repleto de estrelas, ficou a certeza que algo grandioso nos esperava!

Nesse capítulo, da grandiosidade, nada a apontar. O trabalho visual de recriação do mundo imaginado por Frank Herbert (na década de 60) não defrauda nenhuma expetativa. Recheado de imagens transcendentes e deslumbrantes – nomeação quase certa para o cinematógrafo Greig Fraser – , o filme (para mais numa sala IMAX) encanta até o mais cético dos cinéfilos.

Mas, se assim é/foi, porque razão este Dune (versão 2021) não chega a ser um fenómeno imparável?
A resposta é simples e evidente nos primeiros segundos do filme. Ainda no genérico de introdução, Villeneuve faz questão de nos apresentar a Part One, da sua reimaginação de Dune. E não haverá muito mais a acrescentar.

O filme termina, por assim dizer, quando a história está mais ou menos a começar. O longo prelúdio que nos leva ao deserto de Arrakeen, enquadra, constrói e desenvolve toda a narrativa… que começa a ser rodada no próximo Verão (com estreia prometida para o Outono de 2023).

Não é que não tenha apreciado cada minuto deste Part One, mas à imagem do que acontece com a maioria dos segundos capítulos da generalidade das trilogias, ficamos com a amarga e latente sensação que soube a (muito) pouco. Como teaser, este primeiro capítulo funciona na perfeição. Já per si, é um desespero! Chegamos ao ponto de algumas imagens do trailer (e do próprio filme) não fazerem narrativamente parte deste 1º capítulo…

Refeitos da meia desilusão, resta-nos apreciar TUDO o resto.

A intriga é hábil e inteligente. Os cenários e efeitos especiais de primeiríssima água e os desempenhos contundentes. Neste capítulo, destaque para a ambiguidade de Rebecca Fergunson e para a escassez de Zendaya (não terá sido à toa que Villenueve já garantiu que a Part Two será muito mais sobre a jovem Chani).

Vivemos num universo à la Star Wars, repleto de conspirações e lutas de poder interplanetárias, recheados de bons, maus e assim-assim. A paz é ténue e maioritariamente utópica, restando uns quantos bons samaritanos e uns (ou umas) peritas em marionetes. Nesse mundo, a luta penas dunas de Arrakeen pode parecer algo banal, mas as ramificações são extensas e um novo poder irá seguramente emergir desta luta desigual e desleal.

E TUDO o que queremos é a Part Two.
O chato, mesmo, é termos de esperar uns 2 aninhos até lá.

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