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“Eternals (Eternos)” de Chloé Zhao

Três filmes e longos meses depois, entramos finalmente no futuro da MCU.

Endgame já estreou há mais de 2 anos…o que em anos-pandemia representa uma eternidade! Mas, agora, a Marvel está definitivamente preparada para a tão apregoada Phase IV. Ou nem tanto.

Eternals demonstra o que de melhor e pior, o poder universal e incontestável da Disney pode representar para o MCU. Se fosse mais politicamente correto, o filme não conseguiria ser mais aborrecido do que é. A preocupação em atingir todas as quotas demográficas é de tal ordem que a dada altura ficamos confusos se estamos a ver um filme de super-heróis ou um novo comercial da Benetton.

Não há grupo social que se possa sentir de forma alguma descriminado em detrimento de outro. Estamos TODOS lá. Somos todos super-heróis. Ou nem tanto.

A viagem espiritual e espirituosa de Chloé Zhao agrada literalmente a TODOS. Com exceção dos fãs de filmes de super-heróis. No seu/nosso périplo, a história consegue desprover-se de heróis e vilões. Ninguém é totalmente bom ou realmente mau. Nem o podia ser, porque corria-se o risco de ferir uma qualquer suscetibilidades e comprometer o registo imaculado do filme. E se um filme de super-heróis é tradicionalmente avaliado pela qualidade do seu vilão, imaginem um que não tem… ambos.

É competente e acutilante a forma como o filme (re)escreve a História e como encaixa nela os Eternals, mas a partir daí, tudo faz muito menos sentido. Há inclusive um momento em que o papel de Thanos no MCU chega, indiretamente, a ser questionado. E, aí, a ferida é mais profunda.

Salma Hayek, Angelina Jolie e Richard Madden lideram este grupo de super-heróis eternals com a promessa de serem o foco central os próximos anos. Não será igualmente por mero acaso que, no final, a equipa segue caminhos distintos, espalhando os seus dotes e pretensões por toda a galáxia… em busca de outros super-heróis Vingadores?

Mas não há como esconder. O Homem de Ferro, o Capitão América e até mesmo Thor, eram super-heróis na plena ascensão da palavra. Eram verdadeiramente os bons, os abnegados e escolhidos que lutavam os maus… e triunfavam. Pode parecer redutor e limitativo, mas é igualmente simples e elementar. E para quem viu crescer este MCU, é difícil esconder a desilusão que sentimos.

Ninguém gosta de andar à porrada, mas quando acontece todos tentam “ganhar”, doa a quem doer, custe o que custa, perca quem perder.

Por muitas boas intenções que haja, que NUNCA se perca esse espírito.
Para mais, num filme de SUPER-HERÓIS!

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