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“Toy Story 4” de Josh Cooley

É assumido o nosso distanciamento para com o franchise.

Por uma qualquer ironia cinematográfica, desde o primeiro dia – e mesmo na presença “do maior” Tom Hanks – que não conseguimos sentir aquela especial e indiscritível empatia por Toy Story.

Isto não quer dizer que Woody, Buzz, Jessie e Bo não sejam, também, os nossos bonecos, os exemplos maiores dessas figuras que acompanham a infância qualquer criança. A única diferença é que acabamos por olhar para eles de forma bem mais objetiva do que seria expectável.

Dito isto, Toy Story 4 é um grandíssimo filme (de animação). Recheado de ternura, emoção e compaixão, o filme de Josh Cooley acerta em todos os nervos, dando-nos (a todos!!) algo para sonhar, algo para imaginar, algo para relembrar. E tudo começa com um garfo.

Bem, na verdade, tudo recomeça.
Se em Toy Story 3 assistimos à passagem de testemunho, ou da caixa de bonecos, de Andy para Bonnie, ficamos, agora, a conhecer um pouco melhor a menina que herdou o mais famoso e espirituoso grupo de bonecos da história do cinema.

Depois de um preâmbulo primoroso, encontramos Bonnie prestes a entrar numa nova fase da sua vida, o jardim-de-infância. Mas antes, os pais da menina têm uma pequena surpresa para ela, um passeio em família.
Na companhia do seu novo amigo de brincadeiras, um garfo transformado em boneco de estimação, Bonnie e os seus nossos amigos (de peluche, plástico, borracha ou… porcelana) tem novas aventuras para viver. Road trip, feira popular, lojas de antiguidades, angústias e sonhos.

Claro que, apanágio da saga, por entre as novas aventuras da bonecada, há assuntos realmente sérios a abordar. Alguns metaforicamente, outros de forma mais linear, a cumplicidade, a compaixão, a raison d’être, o amor e a amizade vão alternando primazia num argumento que faz plena justiça ao legado do franchise.

Cheira inevitavelmente a despedida. Não sei se necessariamente com a cereja no topo do bolo, mas de forma amplamente agradável e coerente. Mesmo parecendo difícil que seja o fim da saga, fica clara a ideia de que o futuro será inevitavelmente diferente.

Foi bom, muito bom.

Mais do que um filme, Toy Story é um legado para todos os cinéfilos e para todas as crianças de 4 ou 40 anos! E todas as demais idades. Um franchise que personifica a evolução do cinema de animação nos últimos 25 anos, tanto em termos de linguagem como de virtuosismo visual.

Ou como diria uma das novas (e deliciosas) personagens deste 4º capítulo, CABOOM!!!

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