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“Adventureland” de Greg Mottola


Com Adventureland, elimino os comentários em stand-by de filmes a que tive o prazer de assistir (em casa) nos últimos meses… estou certo que muito brevemente essa indesejada lista de espera voltará a formar-se!

Antes da fama mundial, Kristen Stewart foi garantindo a sua emancipação em filmes como este Adventureland. Porém, sem um género bem definido (romance?, drama?, comédia?) e sem grandes estrelas a suportá-lo, não é de todo inesperada a opção de não o estrear nas nossas salas de cinema… Muito embora haja coisas bem piores por aí, (desta vez) não podemos condenar a escolha.

A acompanhar a jovem actriz (será mais o contrário, mas tudo bem!) encontramos Jesse Eisenberg, um relativo desconhecido entre nós. No entanto, a verdadeira referência deste filme é o realizador Greg Mottola… o responsável pelo descarado Superbad!

Mas desenganem-se aqueles que esperariam mais uma tresloucada comédia, sem dó nem piedade. Este Adventureland é um filme bem mais completo e complexo que a obra produzida por Judd Apatow, ainda que continue a apostar em algumas personagens totalmente deslocadas (da realidade).

Quando James (Eisenberg) se vê sem dinheiro nem planos para as suas longas férias antes da entrada na faculdade, trabalhar no parque de diversões da sua terra natal não lhe pareceria a melhor das soluções.
Porém, não lhe restará outra opção e inesperadamente esta tornar-se-à numa das mais marcantes experiências da sua vida!
Para além de Bobby (Bill Hader), Mike Connel (Ryan Reynolds) ou Lisa P. (Margarita Levieva), James irá conhecer Em Lewin (Stewart), uma enigmática e deprimida rapariga que atrairá por completo as suas atenções.
Entre os dois irá-se desenvolver uma inevitável atracção, porém Em não será necessariamente a menina que aparenta ser!

Pontuado por alguns momentos bem humorados e uma ou outra loucura, o filme esconde, por debaixo disto tudo, um caricato romance entre dois jovens com personalidades e expectativas bastante distintas.
No entanto, ao invés de explorar a recorrente temática da atracção dos opostos, o que assistimos é a um longo zig-zag de emoções (bem mais real e intenso do que o esperado!) e a uma profunda reflexão sobre os efeitos que uma pessoa pode ter sobre outra.

O Amor move montanhas, esconde defeitos e torna-nos a todos cegos, surdos e mudos mas também pode obrigar-nos a olhar para dentro e percebermos (melhor) quem somos na realidade!
E tudo isto perante uma micro-sociedade que contempla apreciadores de algodão-doce, viciados em jogos de máquinas e malucos por montanhas-russas.

Assim seguia a América profunda em 1987…

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Trailer
Trailer “R”

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