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“O Bebé de Bridget Jones (Bridget Jones’s Baby)” de Sharon Maguire


Quinze anos passados desde a estreia do 1º Diário, eis que Renée Zellweger (e Colin Firth) está de regresso a Bridget Jones.

Com origem nas crónicas de Helen Fielding (posteriormente transformadas em livro), já poucos se lembraram que a gordinha desajeitada e romântica garantiu a Renée a sua primeira nomeação aos Oscars, para além de uma lucrativa sequela (igualmente baseada na obra de Feilding) 3 anos volvidos.

De lá para cá muito se especulou quanto ao futuro de Bridget Jones mas foi necessário mais de uma década até a voltarmos a ver numa sala de cinema. Colin Firth e o seu Mark Darcy acompanha-a, naturalmente. Já Hugh Grant terá preferido outro rumo. E, acabamos, mesmo, por sentir a sua ausência…

Para o substituir, no enredo subentenda-se, surge Patrick Dempsey. O seu Jack Qwant formará, então, novo triângulo amoroso com Bridget e Mark – ou neste caso quadrado amoroso, já que um novo “elemento” irá surgir em cena. O único senão é que ao contrário de Daniel Cleaver (a personagem de Hugh Grant, certo!), Jack é bem mais conservador, agradável e, até certo ponto, parecido com Mark.

Muita da piada dos filmes anteriores residia precisamente desse antigo dilema entre o anjinho e o diabinho… e não entre dois anjinhos! Sem o lado mais malandro e superficial de Daniel, o coração de Bridget acabará dividido entre as duas faces da mesma moeda, sem direito a sal e/ou pimenta.
E assim, Bridget Jones’s Jones segue todo o protocolo de uma tradicional comédia romântica, com a diferença que os seus protagonistas estão bem mais perto dos 50, do que propriamente nos 20.

Entretanto desfeito o seu relacionamento com Mark, Bridget vê-se sozinha, a morar no mesmo apartamento, ainda que com uma carreira bem preenchida e de sucesso. Mas o implacável relógio biológico não dá tréguas e num momento de inquestionável ironia, dois “novos” pretendentes surgem na vida da quarentona. Nada de especial, não fosse Bridget engravidar, sem certezas de qual deles será o pai, o seu eterno amor, Mark, ou o dedicado americano, Jack.

Não será difícil de imaginar que daqui se seguirá um clássico duelo pelos afetos da donzela… e pela paternidade do rebento. Sempre ao seu estilo, Briget Jones, neste caso o franchise, presenteia-nos com alguns momentos de bom humor, romantismo e algum non sense bem british.

Depois de falhar a sequela, Sharon Maguire está de regresso à realização da série. E faz o que pode.
Ainda que se perceba o esforço em trazer Bridget para o século XXI, o filme tem grande dificuldade em ser muito mais do que uma renovação da matéria dada.

É agradável, simpático mas estará longe de reproduzir o fenómeno (cultural) que acompanhou a série e, em especial, o primeiro filme.

Nota positiva para a “porta aberta” que surge bem no finalzinho.
Será que ainda vamos a tempo de novas (des)aventuras?

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