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“Hitman (Hitman: Agent 47)” de Aleksander Bach


Há coisas estranhas em Hollywood.

Não bastasse os (demasiado) rápidos reboots de super-heróis como Spider-Man ou Fantastic Four – com resultados, no mínimo, aquém das expetativas –  chega agora o reboot de um (anti-)herói dos videojogos.

Meros 8 anos depois de Timothy Olyphant ter encarnado o Agente mais mortífero do novo milénio (vide Hitman), eis que 47 volta às suas origens, com nova roupagem – não o fato e a gravata vermelha, pois esses continuam impecáveis! – e novos inimigos.

Rupert Friend (o delicado Príncipe Alberto em Young Vitoria) dá vida ao Agente 47 mas, tal como dizia a propósito do seu antecessor, quase que nem se nota pela diferença. Depois do cabelo rapado e do código de barras tatuado na cabeça, vai (quase) tudo dar ao mesmo. Tiros, perseguições, traições e um enredo um pouco mais emocional do que seria previsível. Para além de Friend, temos ainda Hannah Ware, no papel de Katia, e Zachary Quinto como John Smith. Mas quanto ao papel de cada um, não convém revelar muito, para não estragar a(s) surpresa(s).

Já quanto ao enredo, não há muito para dizer, também. A origem dos Agentes, a sua replicação sem limites ou critério e a tentativa de recuperar um projeto “maldito” continuam na ordem do dia. Novas alianças serão criadas, novas ordens serão ignoradas e muitas respostas ficarão por dar.
Ou muito me engano ou a ideia é/era ter uma(s) sequela(s) já na calhar – bem, mas dizia o mesmo a propósito de Hitman… e deu no que deu.

Em termos puramente de entretenimento não se pode dizer que Hitman: Agent 47 não seja competente. Apesar da violência gratuita – aparentemente os fãs da série são muito exigentes a esse respeito – o filme encerra em si uma boa 1h30 de cinema de ação com critério, espetacularidade e alguma criatividade. Destaque para a frequente dispensa de armas de fogo para eliminar alvos altamente armados e para duas cenas chave: a ataque inicial ao Sindicato e o interrogatório na embaixada.

E estará tudo dito. A nova versão de Hitman entretém, tanto quanto o seu antecessor. A história é tão linear quanto a o seu antecessor. Os protagonistas cumprem a sua função com a mesma competência e acutilância. Os duplos e coreógrafos continuam a surpreender-nos. Sinceramente não vejo grandes diferenças entre ambas.

Se daqui a meia dúzia de anos quiserem continuar a história, muito bem. Se optaram por um novo começa, dá igual. Depois do cabelo rapado e do código de barras tatuado na cabeça, vai (quase) tudo dar ao mesmo.

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