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“MIB: Homens de Negro – Força Internacional (Men in Black: International)” de F. Gary Gray

Prova viva que não basta uma dupla de protagonista em grande forma, e estilo, para ter um bom filme de entretenimento.

Thor: Ragnarok tornou evidente a química entre Chris Hemsworth e Tessa Thompson, ainda para mais uma cumplicidade que resulta independentemente do sex appeal que possa surgir de qualquer das partes. E ficou claro que seria uma questão de tempo até voltarem a contracenar, numa ambiente mais descontraído e livre.

A recuperação da saga Men in Black parecia, de facto, o local ideal para esse reencontro. Um franchise que vive da excentricidade e da boa disposição proporcionada pela constante “caça” aos E.T.’s e por um legado que misturava de forma aprimorada a boa disposição e a aventura. Mas…

Efetivamente o “mas” é uma palavra com uma profundidade interminável. Neste caso o “mas” quer dizer, acima de tudo, que sem uma história, sem um enredo e sem um vilão minimamente interessantes, não há charme que se salve.

O filme inicia-se de forma surpreendente e criativa, o enredo adensa-se de forma coerente e depois perde-se grande parte do crédito ganho. Sem chama ou relevância os clichés vão-se acumulando até ao reencontro mais do que aguardado. É pouco.

Agent H (Hemsworth) é a coqueluche da sucursal de Londres da MIB, liderada pelo exigente Agent High T (Liam Neeson). Para além do estilo e do penteado, o agente-estrela é conhecido pela sua irreverência e coragem, com que derrotou uma das maiores ameaças extra-terrestres dos últimos tempos.
Agent M (Thompson) é a novata da sede da organização de Nova Iorque. Astuta e voluntariosa, a jovem procura garantir o seu espaço, e vê da deslocação para Londres, uma oportunidade para marcar a diferença.
O acaso, ou quase isso, irá juntar os dois, quando uma perigosa ameaça – i.e. um ET – chega ao nosso planeta com uma agenda maquiavélica.

A química é por demais evidente, ainda para mais quando o ator australiano se mantém num registo mais descontraído e a atriz norte-americana assume um lado mais preciso e inteligente.

Porém, o filme não consegue viver apenas dos seus protagonistas e tão depressa com que ganhar a sua confiança e interesse, deixa tudo a perder.

Parece evidente que Hemsworth e Thompson terão de procurar outro cenário para dar continuidade à sua preciosa cumplicidade.

Até lá, vale-nos as boas memórias de Thor e Valkyrie.

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